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Conciliar trabalho e família ainda é desafio

As empresas brasileiras caminham lentamente na adoção de políticas que permitam aos seus funcionários conciliar trabalho e vida familiar. Benefícios como flexibilidade de horários, trabalho à distância e licença-maternidade além do que determina a lei são empregados por menos da metade, ou 34% das grandes empresas no País.

Agência Estado |

É o que mostra estudo da Escola de Negócios da Universidade de Navarra (IESE), realizado pela primeira vez em 100 empresas brasileiras, sendo 67 de grande porte e 33 médias e pequenas. O levantamento foi feito com base no modelo International Family-Responsible Employer Index (Ifrei), índice criado pela universidade para identificar os programas das empresas de conciliação entre trabalho e família. Aplicada desde 2000 em 19 países, a metodologia já avaliou 3,8 mil companhias no mundo todo.

O estudo aponta que há diferenças significativas no modo como empresas grandes e pequenas lidam com a questão. Entre as grandes, 32 empresas não têm programas de conciliação entre o trabalho e a família - e, quando o fazem, é uma iniciativa pontual. As empresas pequenas e médias estão um pouco melhor nessa questão: 17 delas facilitam a conciliação trabalho/família, ainda que sem políticas estruturadas. "As empresas menores tendem a ter mais atitudes em prol dos funcionários. Há mais proximidade no ambiente de trabalho", afirma Cesar Bullara, coordenador do Ifrei no Brasil.

De acordo com Bullara, as empresas começam a avançar em itens como flexibilidade nos horários de trabalho - 27% das grandes companhias e 26,5% das pequenas e médias permitem horários flexíveis para pelo menos 50% dos funcionários. No entanto, o trabalho à distância ainda é um tabu, especialmente nas grandes corporações: apenas 4% delas permitem que o funcionário trabalhe de casa, ante 5,9% das pequenas e médias.

O estudo mapeou ainda as empresas com mais benefícios. Uma delas é a empresa de telecomunicações CTBC, do grupo Algar. Das 31 políticas de incentivo à conciliação trabalho/família levantadas pelo estudo, a empresa mantém 19 - como permitir o trabalho à distância, horário flexível e remuneração com base em metas de produtividade. "Há pelo menos 15 anos não se bate ponto por aqui", diz Marineide Perez, diretora de recursos humanos da CTBC. Este ano, a empresa escolheu algumas áreas para testar um programa-piloto: permitir que os funcionários trabalhem de suas casas pelo menos um dia por semana. "Tem funcionado bem", diz Marineide.

De acordo com Patricia Molino, sócia da área de recursos humanos da consultoria KPMG, a flexibilização dos horários é uma tendência mundial - mas ainda restrita ao trabalho mais intelectual e ligado à tecnologia. "Dificilmente uma empresa adota horários flexíveis para o chão de fábrica", diz. Segundo Bullara, a flexibilidade tem um preço: 35% das empresas pesquisadas esperam que o funcionário leve trabalho para casa.

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