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Brasília, 9 - A soja deve registrar produção de 67,57 milhões de toneladas, de acordo com a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada nesta manhã. Com isso, a safra do grão se consolidará como a maior da história do País, o que já era previsto nas edições mensais anteriores dos levantamentos da estatal.

O volume é 18,2% ou 10,4 milhões de toneladas superior ao produzido em 2008/2009. Este crescimento se deve, de acordo com os técnicos da Conab, ao aumento da área de plantio e também à recuperação da produtividade nos Estados da Região Sul e de Mato Grosso do Sul, que. Na safra anterior, essas regiões foram prejudicadas pelas chuvas irregulares e estiagens prolongadas.

A produtividade média do grão prevista para o País é de 2.911 kg por hectare. Isso representa um acréscimo de 10,7% em relação à safra passada e supera a produtividade obtida em 2006/07 em 3,1% (88 quilos), até então o recorde nacional. A colheita teve inicio em janeiro e a cultura está concentrada em Mato Grosso com 10,3% (1,95 milhão de toneladas). Até final de fevereiro, 26,2% (17,7 milhões de toneladas), haviam sido colhidas no País.


Os técnicos da Conab revisaram o Quadro de Oferta e Demanda da safra 2008/2009 para a soja. Para produção de 57,2 milhões de toneladas, as exportações do grão fecharam em 28,6 milhões de toneladas, o esmagamento em 30,1 milhões de toneladas, resultando no menor nível de estoque de passagem dos últimos anos, 675 mil toneladas, de acordo com os profissionais. Mantido os níveis esperados para a produção brasileira de soja, as exportações estão estimadas em 26,4 milhões de toneladas e o esmagamento em 32,5 milhões de toneladas.

O plantio encerrado em dezembro do ano passado mostra uma área de 23,06 milhões de hectares - 6,7% ou 1,47 milhão de hectares superior à área de 21,74 milhões de hectares cultivada em 2008/2009. A maior área cultivada no País permanece com a safra 2004/2005, com 23,3 milhões de hectares. Segundo a Conab, o crescimento se deve à maior opção do produtor em cultivar a oleaginosa em detrimento das culturas concorrentes, sobretudo do milho, que apresentava à época do plantio, desestímulos como: preços reduzidos, problemas de logística e perspectivas futuras de mercado menos atraente.

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