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Conab reduz estimativa para a safra de grãos

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu ontem em 0,6% a estimativa da safra de grãos 2007/2008. Ainda assim, a colheita será recorde, de 142,4 milhões de toneladas, um aumento de 8,1% em relação à safra passada (2006/07), quando os produtores colheram 131,8 milhões de toneladas de grãos.

Agência Estado |

No início de junho, a Conab havia estimado a colheita em 143,3 milhões de toneladas de grãos. Mas, após levantamento entre os dias 16 e 20 de junho, esse volume foi reduzido para 142,42 milhões de toneladas. A Conab divulgará outras previsões em agosto e setembro.

Segundo o diretor de Logística e Gestão Empresarial da Conab, Silvio Porto, a geada no Paraná reduziu a produção de milho de inverno (safrinha). Além disso, a estiagem prejudicou as lavouras de milho e soja no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Em contrapartida, a produção gaúcha de arroz ficou cerca de 100 mil toneladas acima do estimado anteriormente.

Mesmo com a queda em relação à estimativa de junho, o presidente da Conab, Wagner Rossi, lembrou que a produção de grãos é suficiente para suprir a demanda interna. Além disso, acrescentou, o governo tem vendido estoques para estabilizar os preços dos alimentos.

No caso do arroz, único produto que o governo tem em estoque, os leilões conseguiram estabilizar os preços em R$ 32 a saca de 50 quilos. Em leilão, na semana passada, os lotes foram vendidos entre R$ 30 e R$ 31 a saca, o que sinaliza que os preços poderão diminuir no varejo.

Para os demais produtos, Porto disse que os preços estão sendo "contaminados" pelas cotações internacionais. "Os preços de exportação freqüentemente reduziam as cotações no mercado interno. Agora, os preços internacionais ditam o ritmo de preços aqui", disse

Ele observou que o preço do feijão está cotado entre R$ 130 e R$ 150 a saca. "Esses valores são irreais, não se justificam em termos de oferta e demanda pelo produto", disse Porto. Dados da Conab mostram produção de 3,415 milhões de toneladas de feijão nas três safras deste ano e consumo de 3,450 milhões de toneladas.

A estiagem nas principais regiões produtoras reduziu a primeira safra de feijão em 19,9%. A segunda safra, que está em fase final de colheita, deve somar 1,38 milhão de toneladas, um crescimento de 38,2% em relação a igual período de 2007. Rossi disse que há "especulação" com os preços do feijão e fez um apelo aos consumidores: "Há produção para abastecer o mercado; não devemos ajudar os especuladores. Não comprem além do necessário."

Ao lembrar das medidas de apoio à produção anunciadas na semana passada pelo presidente Lula, entre elas a correção dos preços mínimos, que garantem lucro de pelo menos 20% aos produtores, o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Silas Brasileiro, estimou que ainda neste semestre os preços do feijão devem parar de subir nos supermercados. "Teremos preços mais baixos ainda neste ano", disse.

Cana e álcool

O IBGE informou ontem que a safra de cana-de-açúcar prevista para 2008, de 588 milhões de toneladas, é um recorde histórico na série iniciada em 1990. A estimativa, referente a junho, é 0,5% superior à projeção de maio e 14% superior à safra anterior.

A demanda pelo etanol é a principal justificativa para o aumento da safra. O etanol, com conseqüente redução da oferta de milho para exportação dos Estados Unidos, também é um dos principais motivos para o crescimento das duas safras de milho este ano. Na primeira, o produto teve expansão de 10,3% ante a anterior e, para a segunda safra, a previsão é de um aumento de 11,4%.

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