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Porto Alegre, 2 - A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) definiu hoje, em reunião com a cadeia produtiva de arroz, a realização de seis leilões de contratos públicos de opção de venda do cereal produzido no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Pelo acordo, as operações terão intervalo quinzenal, a partir de 14 de abril, com oferta total de 560 mil toneladas.

Os quatro primeiros leilões terão oferta de 100 mil toneladas, e os dois últimos de 80 mil toneladas. O Rio Grande do Sul terá 3.304 contratos e Santa Catarina, 400 contratos. Cada lote corresponde a 27 toneladas.

O lançamento do mecanismo foi reivindicado por produtores para auxiliar na sustentação de preços na entrada da safra. O Rio Grande do Sul, principal produtor nacional, já colheu 38% da área semeada no ciclo 2008/09. Mesmo com o avanço da colheita o mercado apresenta preços estáveis, avaliou o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Renato Rocha, e o produtor dispõe de alternativas para manter essa condição.

Junto com os contratos de opção, o Banco do Brasil colocará à disposição R$ 500 milhões para Empréstimos do Governo Federal (EGFs). Foram contratados R$ 80 milhões até 23 de março por 380 agricultores no RS. A procura não foi maior porque o produtor precisa ter completado a colheita de todo o volume que pretende financiar, explicou Rocha. As exportações de arroz também estão andando bem, disse o dirigente, e ajudam a regular a oferta.

O contrato de opção dá ao produtor o direito de vender ao governo determinado volume, se considerar a operação vantajosa na data prevista pelo edital. O vencimento da opção será no dia 1º de outubro. O prazo poderá ser antecipado a critério do governo, se houver recurso disponível, explicou o gerente de operações da Conab, Gilson Pereira. O preço de venda foi fixado em R$ 30,25 para produto de Tipo 1. O valor considera o preço mínimo da saca de 50 quilos (R$ 25,80 na Região Sul) mais o custo financeiro de armazenagem até a data do vencimento da opção.

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