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Brasília, 23 - A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) propõe redução do preço mínimo de garantia no Mato Grosso, hoje em R$ 13,98 por saca de 60 quilos, para desestimular a produção de milho na safra de inverno. "Esse preço é irreal", afirmou o diretor de Política Agrícola e Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Silvio Porto.

Brasília, 23 - A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) propõe redução do preço mínimo de garantia no Mato Grosso, hoje em R$ 13,98 por saca de 60 quilos, para desestimular a produção de milho na safra de inverno. "Esse preço é irreal", afirmou o diretor de Política Agrícola e Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Silvio Porto. Ele também defendeu a redução do preço mínimo do feijão e do trigo brando. No caso do feijão, defendeu Porto, o preço de R$ 80 por saca de 60 quilos estimula a produção. Em média, a saca do feijão é vendida a R$ 60. Para ele, a revisão dos preços para baixo é uma alternativa para evitar a "desmoralização" da política. "O governo não consegue assegurar que os produtores vão receber o mínimo", disse. O diretor contou que o Ministério da Agricultura não aceita a redução. Os novos preços mínimos serão definidos pelo governo no Plano Agrícola e Pecuário 2010/11, que será lançado até o final do primeiro semestre. Sobre o trigo, Porto defende a manutenção dos preços mínimos das variedades de trigo pão ou melhorador. Para esses dois tipos, o preço mínimo estabelecido pelo governo é superior ao praticado no mercado internacional, o que exigirá que o governo arque com a diferença. Essa proposta não agrada ao Ministério da Fazenda, que defende a redução dos preços. "Essa é forma estratégica de estimular a produção", defendeu Porto. A intenção é reduzir o preço mínimo de garantia do trigo brando, como forma de desestimular a produção, contou Porto. Além das alterações, o governo estuda criar uma quarta categoria para o preço mínimo.

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