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Comunicado do Copom chancela queda nos juros futuros

SÃO PAULO - A expectativa de juros menores no começo de 2009 foi reforçada pelo comunicado apresentado junto com a decisão sobre juros do Banco Central. Conforme o esperado, o colegiado manteve a Selic em 13,75% ao ano, mas afirmou que a maioria dos integrantes já teria discutido a possibilidade de diminuir a taxa básica ontem.

Valor Online |

Refletindo a consolidação desse cenário, os contratos de juros futuros tiveram mais um dia de queda na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F). Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontava queda de 0,15 ponto percentual, para 12,83%. Já o contrato para janeiro 2011 fechou com perda de 0,07 ponto, para 13,37%. E janeiro 2012 apontava 13,51%, baixa de 0,08 ponto.

Na ponta curta, o contrato para janeiro de 2009 passou por ajuste de alta promovido pelos agentes que apostaram em queda da Selic já na reunião de ontem. O vencimento registrou valorização de 0,08 ponto, para 13,51%. Já o DI para julho de 2009 caiu 0,08 ponto, projetando 13,11%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 876.945 contratos, equivalentes a R$ 79,12 bilhões (US$ 32,05 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 372.610 contratos, equivalentes a R$ 32,80 bilhões (US$ 13,28 bilhões).

Na avaliação da Tendências Consultoria, a manutenção da Selic seria mesmo a decisão mais acertada, pois embora os efeitos da crise sobre a atividade venham se mostrando mais fortes do que o esperado, ainda há dúvida sobre o reflexo na inflação.

Contudo, a consultoria acredita que a forte desaceleração da economia sinaliza uma menor pressão de demanda sobre os preços. Além disso, o cenário de recessão mundial permite que a depreciação do real seja compensada pela queda nos preços internacionais.

Partindo dessa premissa, a Tendências alterou sua perspectiva para as taxas de juros em 2009. Para a consultoria, o BC promoverá uma redução de 1,75 ponto percentual na Selic, iniciando o ajuste com corte de 0,5 ponto a partir de janeiro ou março de 2009.

Na gestão da dívida, o Tesouro Nacional realizou leilões para a venda de Letras do Tesouro Nacional (LTN), Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F). Também estava previsto resgate antecipado de NTN-F.

Pelo resultado prévio das operações, todo o lote de 1,5 milhão de LFT foi comprado, movimentando R$ 5,55 bilhões. A oferta de LTN movimentou R$ 2,15 bilhões, com aceitação de 2,45 milhões de letras do lote de 2,75 milhões. Cerca de metade das 450 mil NTN-Fs ofertadas foi comprada, com giro de R$ 173 milhões. Já o leilão para resgate antecipado de NTN-F não aconteceu por falta de ofertas.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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