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Compulsórios liberados já somam R$ 91 bilhões, informa Banco Central

BRASÍLIA - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, informou nesta quarta-feira que as reduções de compulsório realizadas pela instituição até 21 de novembro somaram R$ 91 bilhões. Segundo ele, os compulsórios que no passado eram criticados se mostraram importantes neste momento de crise já que permitiram que, para que se lutasse contra o aperto de liquidez, fossem utilizados recursos dos próprios bancos.

Redação com Agência Estado |

Segundo Meirelles, em outros países que não dispõem de compulsório os governos tiveram que injetar recursos dos contribuintes. O presidente do BC informou também que a atuação de prover liquidez para os bancos pequenos e médios disponibilizou para este grupo R$ 29,5 bilhões.

Além disso, o Banco Central também disponibilizou ao mercado R$ 6 bilhões em liquidez para compra de dólares com compromisso de revenda. Na avaliação de Meirelles, as medidas adotadas deixaram o aperto de liquidez "em larga medida superado", embora possa haver alguma instituição que ainda esteja em situação desconfortável. "Mas a preocupação mais importante já está endereçada", afirmou. 

O presidente do BC ressaltou ainda que o crédito depois de ter uma situação mais difícil no início de outubro já está se recuperando. "Não atingimos ainda o patamar anterior ao início da crise, mas estamos claramente em trajetória de recuperação gradual", disse Meirelles, que mencionou o crescimento de 5,7% nas concessões de novos empréstimos nos oito primeiros dias úteis de novembro.

Meirelles ressaltou também que os dados sobre inadimplência e qualidade do crédito mostram que o mercado brasileiro de financiamento é "solvente e saudável e não pode ser comparado com outras economias que estão com problemas". Ele também lembrou que o índice de capitalização do sistema financeiro brasileiro estava em 15,8% em junho, acima, portanto, das exigências internacionais.

Câmbio

Meirelles anunciou que a injeção de recursos no mercado de câmbio para promover liquidez em dólares já soma US$ 18,5 bilhões. O número se refere à última posição do BC, em 21 de novembro, no período classificado por ele como de "atuação recente frente à crise".

Segundo o presidente da autoridade monetária, a maior frente de atuação têm sido os leilões de dólar com recompra, que já injetaram US$ 6,9 bilhões. As vendas à vista da moeda norte-americana somaram outros US$ 6,3 bilhões.

Meirelles disse que os repasses de dólares com garantias em Adiantamentos sobre Contratos de Câmbio (ACCs) e Adiantamento sobre Cambiais Entregues (ACEs) totalizam US$ 3,8 bilhões e os leilões com garantia em títulos globais, US$ 1,5 bilhão.

Além dessa venda física de dólares, o BC também vendeu no mercado futuro o equivalente a US$ 30 bilhões em contratos de swap cambial até o dia 21 de novembro.

Diante dessas atuações, o presidente do BC  destacou o aumento da oferta de crédito para os exportadores via ACC. Na semana passada, a média diária nesses empréstimos somou US$ 286 milhões, a maior média semanal desde a quebra do banco de investimentos norte-americano Lehman Brothers em meados de setembro. "A recuperação está acontecendo com bastante rapidez. Isso mostra que as medidas tomadas pelo BC estão funcionando a contento", disse.

Ele ponderou, contudo, que algumas empresas e segmentos específicos continuam enfrentando dificuldades na tomada de crédito, porque "a recuperação do mercado é gradual".

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