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Compras no final do pregão limitam queda do Ibovespa a 0,12%

SÃO PAULO - O vencimento de opções sobre o Ibovespa futuro deixou o pregão de quarta-feira bastante instável na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Depois de bater 40.

Valor Online |

361 pontos na máxima do dia, o índice encerra aos 39.947 pontos, ou leve queda de 0,12%. O giro financeiro somou R$ 9,10 bilhões, inflado pelo exercício. Vale destacar que grande parte da perda do dia, que chegou a 2,18%, foi recuperada no call de fechamento.

Os ativos de maior peso na composição do índice operaram em alta durante todo o pregão, sinalizando uma tentativa dos agentes em manter o indicador em alta para exercer suas opções. Por essa mesma razão, a perda do índice foi limitada, mesmo com 45 dos 66 papéis do Ibovespa apresentando queda.

Com o exercício de hoje, o contrato com vencimento em dezembro, deixa de ser negociado e o mais líquido passa a ser o de vencimento em fevereiro de 2009, que fechou com perda de 0,48%, aos 40.700 pontos.

Segundo o diretor de operações da Hera Investment, Nicholas Barbarisi, a falta de rumo no mercado norte-americano também pesou sobre a tomada de posições na bolsa brasileira.

Em Wall Street, os investidores digerem a decisão do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, que ontem cortou a taxa de juros do país de 1% para uma banda de zero a 0,25%. Por volta das 18 horas, o Dow Jones caia 0,41%, e o Nasdaq recuava 0,27%.

O especialista chama atenção para o comportamento dos ativos da Petrobras, cujos papéis PN asseguraram alta de 2,31%, para R$ 24,35, apesar da queda acentuada no preço do petróleo. O barril de WTI caiu 8% para próximo dos US$ 40, mesmo depois de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) anunciar um corte recorde de produção de 2,2 bilhões de barris por dia.

Com o segundo maior volume do dia, Vale PNA fechou a R$ 26,39, ganho de 1,77%, recuperando as perdas do período da tarde. Entre as siderúrgicas, CSN ON segurou alta de 3,40%, encerrando aos R$ 31,54.

Tirando o foco do dia-dia, Barbarisi, aponta que o mercado mudou um pouco o tom dando menos importância para os indicadores e notícias negativas. "Os agentes estão olhando mais para o ano que vem e para as medidas que estão sendo tomadas, como os cortes de juros e os pacotes de ajuda."
No entanto, o especialista alerta que o investidor deve manter a cautela, pois ainda vai demorar um bom tempo até que se tenha uma visão mais clara sobre o desempenho das economias mundiais.

De volta ao âmbito corporativo, bom desempenho para as ações PN da Gol, que subiram 3,37%, para R$ 10,40. O UBS melhorou a recomendação para os ativos da companhia. Ainda na ponta compradora, Cosan ON subiu 3,70%, para R$ 11,20, e Redecard PN se valorizou 4,64%, a R$ 25,70.

Na ponta vendedora, Brasil Telecom SA PN recuou 6,70%, para R$ 14,46, e Telemar PN caiu 5,2%, para R$ 34,30. O Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu a reunião do Conselho Consultivo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que debateria o parecer favorável à aquisição da BrT pela Telemar. O Tribunal quer mais informações sobre o negócio.

Perda acentuada também para B2W Varejo, que caiu 8,46%, a R$ 23,80. TIM ON cedeu 7,14%, a R$ 6,50. Vivo PN, Lojas Americanas PN, VCP PN, Lojas Renner ON e Light ON perderam mais de 5% cada.

Entre os bancos, a ação ON do Banco do Brasil perdeu 2,55%, para R$ 15,25, sendo que parte da perda pode ser atribuída à menor recomendação dada pelo JP Morgan. Ainda no setor, Itaú PN fechou com alta de 2,34%, a R$ 30,50, e Bradesco PN subiu 0,73%, para R$ 29,09. Ganhos obtidos no call de fechamento.

Fora do índice, o papel ON da Positivo Informática, desabou 26,26%, para R$ 8,14. Segundo o Wall Street Journal (WSJ), a Lenovo teria desistido de comprar a companhia.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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