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Compras no fim do dia levam dólar a R$ 2,29, alta de 0,26%

SÃO PAULO - A quarta-feira foi de forte instabilidade no mercado de câmbio. A taxa abriu pressionada e bateu mais de R$ 2,30 na máxima da manhã.

Valor Online |

Perdeu força no decorrer da tarde, caindo a R$ 2,26 na mínima. Mas compras no final do pregão levaram o dólar comercial a fechar a R$ 2,288 na compra e R$ 2,290 na venda, o que representa alta de 0,26%.

Mesmo com o dia instável, o Banco Central não atuou no mercado à vista, completando uma semana sem intervir.

Já na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda também valorizou 0,26%, fechando a R$ 2,289. O giro financeiro somou US$ 214 milhões.

Segundo o diretor da Graco Corretora de Câmbio, Leandro Gomes, a taxa de câmbio reflete a instabilidade externa, onde os agentes continuam digerindo o novo plano de ajuda ao setor financeiro apresentado ontem pelo secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner.

Segundo Gomes, o que governo dos Estados Unidos tenta fazer é limpar o balanço dos bancos, mas ainda não conseguiu operacionalizar isso. O problema é que o governo sozinho não pode assumir esse prejuízo e ninguém no setor privado parece disposto a pagar alguma coisa por esses títulos podres.

Ainda de acordo com Gomes, a falta de rumo externo impôs uma pausa no desmanche de posições comprada (apostas contra o real) no mercado futuro. Vale lembrar que durante toda a semana passada os investidores reduziram essas apostas, o que resultou em queda no preço da moeda.

No lado comercial, Gomes destaca que recebeu grande número de consultas sobre exportação e nota também que as linhas de crédito externo voltaram a aparecer. O juro ainda é alto, entre 8% a 9% ao ano, se comparado ao período anterior a crise, quando o custo oscilava entre 3% a 4%, mas já é bastante acessível se comprado aos 20% cobrados até pouco tempo atrás.

Ainda hoje, o mercado tomou mais US$ 1 bilhão junto ao Banco Central com o compromisso de gerar operação de financiamento de comércio exterior via Adiamento sobre Contratos de Câmbio (ACC) e Adiantamento sobre Cambiais Entregues (ACE).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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