BRASÍLIA - A aquisição do banco nordestino BGN pelo francês BNP Paribas será submetida ao Palácio do Planalto, conforme voto aprovado nesta quinta-feira pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A operação envolve troca de ações, pela qual a família Galvão, de Recife, deterá 0,27% do capital do Paribas, e este passa a ter 100% do controle do banco múltiplo BGN e da controlada BGN Leasing. A compra do BGN foi feita por meio da Cetelem, a financeira do BNP Paribas, em julho de 2007.

Por passar ao controle de capital estrangeiro, a operação necessita de decreto presidencial esclarecendo que é de interesse público, lembrou o chefe do Departamento de Organização do Sistema Financeiro Nacional do Banco Central, Edson Feltrin.

Feltrin não deu detalhes sobre os valores envolvidos, por tratar-se de um processo negocial, disse. Mas informou que o banco múltiplo BGN pertence hoje ao Grupo Galvão de Negócios, de capital fechado. Tem carteiras comercial e financeira, e é muito atuante no crédito consignado.

Na posição de maio último, tinha ativos da ordem de R$ 1,54 bilhão e patrimônio de referência em R$ 194 milhões.

Os valores são referentes ao banco, explicou o técnico do BC. A subsidiária de arrendamento mercantil está sem operações ativas.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.