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Compra de Natal em São Paulo é #145;aventura #146;

A universitária Aline Daniele Kawabata, de 22 anos, moradora de Sorocaba (SP), levanta às 3 da madrugada, põe roupas de ginástica, um tênis leve e supre a mochila com água e isotônico, como se fosse para uma pista de caminhada. Duas horas depois, Aline disputa no corpo a corpo com milhares de outras pessoas as melhores ofertas da Feirinha da Madrugada, no bairro do Brás, em São Paulo.

Agência Estado |

Ainda na parte da manhã, lá vai ela arrastando sacolas carregadas de compras, levada pela maré de gente na Rua 25 de Março. "À tarde, passo uma maquiagem leve e ainda vou para o shopping", conta.

Alheios à crise, milhares de consumidores do interior lotam ônibus de excursão e viajam todos os dias para fazer compras em São Paulo. Esse verdadeiro turismo de aventura não se restringe ao comércio popular das ruas do centro, como a 25 de março e adjacências, e do bairro do Brás.

Muitos roteiros incluem a passagem por shoppings sofisticados, como o Villa Lobos e o Iguatemi, e pontos turísticos, como o Museu do Ipiranga.

No retorno, os ônibus congestionam pontos de paradas em rodovias como a Bandeirantes e a Castelo Branco. "Estou quebrada, mas feliz", diz a bióloga Márcia Ferrareto Pavan, de Capivari, na região de Piracicaba, exibindo sacolas com presentes. Ela saiu de casa às 4 horas e, no final da tarde, não mostra sinais de cansaço.

Diferente de Aline, que vai atrás de mercadorias baratas para revender em Sorocaba, Márcia viajou em busca dos presentes que não encontra em sua cidade. "Achei tudo o que eu queria e ainda economizei uns R$ 200." Depois de passar a manhã de sábado "espremida pela multidão", ela também aproveitou parte da tarde para tomar café e passear no shopping. No retorno, falava em voltar mais uma vez antes do Natal.

O motorista Nelson Braz dos Santos fez mais de 30 viagens nos últimos dois meses, apenas com o pessoal de Capivari. "Não sou o único: várias empresas estão com todos os ônibus rodando." Seu colega, José Augusto Pacielli, fez mais de 50 viagens com lotação total. "O bagageiro volta abarrotado." Ele conta que, mesmo chegando às 4 da manhã, não consegue lugar nos bolsões de estacionamento do centro da capital. A saída é pagar para estacionar.

Rosângela Correa e sua irmã Marisa, funcionárias públicas de Capivari, acharam os preços mais altos que no ano passado. "Não sei onde está a crise, se os preços continuam lá em cima", reclamou Rosângela. O motorista Alexandro Nascimento, de Porto Feliz, viaja todos os dias para o Brás levando apenas o pessoal da cidade. A empresa em que trabalha tem quatro ônibus exclusivos para as compras em São Paulo. "E tem fila", diz.

Ex-trabalhador de uma usina, Rafael Ribeiro, de 21 anos, é um dos poucos homens entre os 40 passageiros do ônibus. Ele calculou ter caminhado "uns dez quilômetros" para comprar presentes. "Vou ser o Papai Noel da família este ano."

As excursões que partem de cidades localizadas num raio de 150 km de São Paulo retornam no mesmo dia. Empresas de Ribeirão Preto e Araraquara, cidades mais distantes, oferecem carros-leito com serviço de bordo e, eventualmente, uma programação noturna na cidade, que pode incluir uma ida ao teatro.

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