Base monetária (papel-moeda emitido mais reservas bancárias) cresceu 2,6% na média de saldos diários em setembro

Influenciada por antecipações de parcelas do 13º salário pela Previdência e por compras recordes de dólares pela autoridade monetária, a base monetária (papel-moeda emitido mais reservas bancárias) cresceu 2,6% na média de saldos diários em setembro.

Segundo o Banco Central (BC), o volume saltou de R$ 168,6 bilhões em agosto para R$ 172,9 bilhões. A antecipação de recursos para aposentados e pensionistas que ganham acima do salário mínimo fez-se sentir na emissão de papel-moeda, que teve alta mensal de 3,7% na média diária, a maior do ano.

Outro fator de pressão sobre a base monetária foi a expressiva compra mensal do BC em dólares, no mercado à vista interno. A aquisição da autoridade monetária foi de US$ 10,757 bilhões, contribuindo para expansão da base em R$ 18,6 bilhões.

No conceito de final de mês, a base subiu 1,6% em setembro sobre agosto, com saldo de R$ 176,0 bilhões. Em 12 meses foi registrado aumento de 20,8%. O volume de papel-moeda emitido elevou-se a R$ 131,5 bilhões, enquanto as reservas bancárias (medidas pelos compulsórios sobre depósitos à vista, segundo o BC) caíram 3,9% e fecharam setembro em R$ 44,416 bilhões.

Tomando-se todos os compulsórios dos bancos junto ao BC (em espécie e em títulos), inclusive exigibilidades adicionais, os encaixes obrigatórios foram elevados a R$ 301,26 bilhões, ante R$ 295,47 bilhões em agosto de 2010.

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