O ministro da Fazenda, Guido Mantega, não se opôs ontem a que seja estabelecido um prazo para a vigência da Medida Provisória (MP) 443, que autoriza o Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal a adquirirem bancos e outras empresas. A proposta foi apresentada pelo líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), durante um encontro de senadores com o ministro, com o objetivo de limitar a autorização dada ao BB e à Caixa e evitar a estatização do setor financeiro.

Logo em seguida, Mantega manteve uma reunião com os líderes partidários na Câmara, quando voltou a discutir a proposta. Ao sair do encontro, o líder do governo na Casa, deputado Henrique Fontana (PT-RS), disse que a idéia será aceita pela base aliada. "Podemos colocar, sim, um prazo, dentro da razoabilidade", afirmou. "A idéia é que essa medida não tenha validade eterna." O líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE), observou que uma dificuldade da proposta é estimar a duração da atual crise financeira. "Uma alternativa é dizer que a medida valerá enquanto durarem as atuais turbulências."

Mantega admitiu ainda alterar o artigo que trata da aquisição, pela Caixa, de ações de empresas da construção civil, por meio de um banco de investimento, a ser criado, a CaixaPar. "O ministro disse que essa parte da MP não está bem redigida", relatou o líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP).

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