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Como regular a pesca sustentável

O extermínio dos mares está mais adiantado que o das florestas. Estudo de 2006 mostrou que 27% de todos os campos de pesca do planeta já entraram em colapso e estimou que os 73% restantes vão desaparecer até 2048.

Agência Estado |

A preocupação com a pesca sustentável é antiga e diversas modalidades de controle têm sido implantadas. Muitos desses programas possuem mais de 50 anos e seus resultados já podem ser avaliados. Agora, um grupo de cientistas conseguiu demonstrar que um dos modelos de exploração parece ser capaz de reverter o estrago.

Desde a década de 70 um número crescente de países tem adotado um sistema chamado "direitos transferíveis de cotas de pesca". Cada pescador, barco, ou empresa recebe ou compra uma cota de pesca. A cota pode ser usada, alugada, ou vendida para outro. Caso um deles pratique a pesca predatória, o valor de revenda ou aluguel da cota de todos os outros diminui. O sistema foi criticado por representar a privatização dos campos.

Na pesquisa publicada agora, os cientistas analisaram dados de 11.135 campos de pesca no planeta entre 1950 a 2003. A boa notícia é que foi possível demonstrar, medindo os estoques de peixes, a produtividade dos campos e a preservação da biodiversidade, que nas 120 áreas de pesca administradas por direitos transferíveis os ecossistemas foram preservados e a produtividade chegou a aumentar. Esses resultados são a primeira demonstração científica de que um modelo definido de exploração sustentável é capaz de preservar campos de pesca e um duro golpe para os críticos da privatização.

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