Os temores relacionados aos problemas fiscais na Europa voltaram a derrubar os preços das commodities ontem. Diante da dúvida sobre a capacidade de a Grécia fazer o ajuste fiscal exigido pelo plano de ajuda do FMI e da União Europeia e da notícia de que a Moodys pode rebaixar a nota dos bônus do governo de Portugal, especuladores enxugaram suas posições em ativos de risco e buscaram segurança no dólar.

Os temores relacionados aos problemas fiscais na Europa voltaram a derrubar os preços das commodities ontem. Diante da dúvida sobre a capacidade de a Grécia fazer o ajuste fiscal exigido pelo plano de ajuda do FMI e da União Europeia e da notícia de que a Moodys pode rebaixar a nota dos bônus do governo de Portugal, especuladores enxugaram suas posições em ativos de risco e buscaram segurança no dólar. O índice Reuters-Jefferies CRB, referência internacional para o preço das commodities, caiu 1,34%. Desde o início da semana, o indicador acumula perda de 3,51%. Os preços de energia e metais indústrias, mais sensíveis às oscilações da economia, foram os que mais sofreram. O petróleo, que havia desabado 4% na terça-feira, cedeu mais 3,34% ontem. O cobre acumula desvalorização de 5,92% na semana. Segundo analistas, fundos e especuladores que vinham apostando nas commodities de olho nas perspectivas de recuperação da economia e da demanda resolveram olhar com mais atenção para os fundamentos atuais do mercado, em que o ritmo de crescimento da oferta parece superar o da demanda. Apesar do cenário adverso, as commodities agrícolas saíram-se relativamente bem ontem. A queda nos preços do açúcar (-0,69%), do café (-0,15%) e da soja (-0,91%) foi contrabalançada pela alta do milho (+1,08%), do óleo de soja (+0,65%) e do algodão (+0,97%).

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