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Commodities em baixa pressionam Bovespa

SÃO PAULO - A tentativa de valorização observada no começo dos negócios não se sustenta e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) firma posição em território negativo. Mais uma vez, o Ibovespa acompanha o preço das commodities, que têm efeito direto sobre as principais ações brasileiras. Por volta das 14h50, o Ibovespa recuava 2,78%, para 55.012 pontos.

Valor Online |

 

Em Wall Street, as perdas da manhã foram deixadas para trás conforme o preço do petróleo abandonou o viés de alta. No mesmo horário, Dow Jones subia 0,96%, enquanto o Nasdaq tinha alta de 1,72%.

O dólar avança ante o real depois de uma tentativa de baixa no começo dos negócios. Por volta das 14h50, a moeda valia R$ 1,620, alta de 0,68%.

Segundo o analista da Corretora Geral, Ivanor Torres, a grande questão que assola os investidores é como essa desaceleração da economia mundial vai impactar o preço das commodities. Estamos em período de especulação sobre qual será o tamanho da queda nos preços, comenta.

Dentro desse ambiente de incerteza e pouca liquidez, Torres se diz preocupado com a manipulação do mercado brasileiro. Segundo o analista, grandes investidores estão tirando proveito dessa situação, pressionando ainda mais o preço dos ativos. Ele vende o índice futuro e depois vende os ativos à vista. E quem paga a conta é o pequeno investidor, diz.

De acordo com o especialista, enquanto não há fluxo de recursos, principalmente do investidor externo, a Bovespa não ganha perspectiva de alta. A expectativa, segundo o analista, é que de setembro em diante o dinheiro externo retorne. Tal comportamento é histórico, com baixa de fluxo em junho, julho e agosto, e retomada no final do ano.

A recomendação para o investidor é ficar de fora dessa ciranda, esperar firmar o cenário, resume o analista.

No âmbito corporativo, as ações PN da Petrobras registravam baixa de 2,23%, para R$ 32,80, devolvendo os ganhos registrados pela manhã. Ao final da sessão de hoje a estatal deve apresentar seu resultado trimestral. Pelas estimativas da Brascan Corretora, Petrobras deve reportar lucro de R$ 8,17 bilhões entre abril e junho, montante 20% maior do que os R$ 6,8 bilhões embolsados em igual período de 2007.

Baixa acentuada também para Vale PNA, que recuava 3,06%, para R$ 35,09. As siderúrgicas também perdem valor.

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