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Commodities e bancos pesam sobre Ibovespa; construção cai forte

A renovação dos temores de que as principais economias do mundo estejam caminhando para a recessão e resultados corporativos negativos jogam novamente pressão sobre os mercados acionários e a Bovespa acompanha a tendência mundial. Há pouco, o Ibovespa perdia 2,57%, aos 35.

Agência Estado |

831 pontos, influenciado principalmente pela queda de papéis ligados a commodities, do setor financeiro e de construção civil.

Em relatório, a Fator Corretora resume o sentimento do mercado: o "efeito pacote chinês" durou pouco, uma vez que as perspectivas continuam sendo as de desaquecimento da economia global. Agora, dizem em coro os operadores, o foco está voltado à economia real e aos números corporativos, que vêm confirmando a deterioração econômica.

Na Bovespa, as construtoras voltaram à berlinda nesta terça-feira, diante da confirmação de desaceleração dos negócios do setor a partir do agravamento da crise financeira global. Ontem, o diretor comercial da Rossi Residencial, Leonardo Diniz, disse que a tendência é de queda na velocidade de vendas dos lançamentos dos produtos de valores mais altos, principalmente na faixa de R$ 350 mil a R$ 900 mil, mercado em que Rossi, Cyrela e Gafisa têm atuação expressiva.

Conforme um operador, a tendência é a de que esses papéis continuem sendo penalizados em razão do noticiário negativo. "Por mais que a situação de crédito seja normalizada, em momentos de crise econômica as pessoas não trocam de carro e de casa", apontou. Há pouco, Gafisa ON liderava as perdas do Ibovespa com queda de 7,97%. Rossi ON recuava 6,49% e Cyrela ON, -6,71%.

Os bancos também pressionam o índice hoje, refletindo as notícias relativas a conglomerados internacionais antes considerados "imunes" à crise. Ontem, o Santander informou que planeja levantar 7,19 bilhões de euros (US$ 9,3 bilhões) por meio da emissão de 1,6 bilhão de novas ações, e o HSBC reiterou que espera maior deterioração dos resultados em sua unidade norte-americana. Por aqui, Bradesco PN perde 3,26%, Itaú PN cede 3,85% e Unibanco Unit, -3,69%.

Banco do Brasil ON e Nossa Caixa ON também caem, ainda sob pressão de outras notícias. Há instantes, BB ON perdia 2,78% e Nossa Caixa ON aparecia entre as maiores perdas do Ibovespa, com -6,06%. Segundo operadores e um analista do setor financeiro, além da oportunidade de realização dos lucros acumulados nas últimas semanas, pesa sobre as ações de Nossa Caixa o noticiário relativo às negociações para venda da instituição ao BB.

Além do atraso na votação da Medida Provisória 443, que é peça importante para que a transação seja facilitada, o suposto impasse em relação aos termos da operação de compra e venda, entre os governos paulista e federal, pressiona hoje a ação.

Petrobras ON perde 2,01% e Petrobras PN cede 1,92%, apesar da expectativa positiva em torno do balanço da estatal, que será divulgado hoje à noite. Analistas esperam lucro líquido recorde no trimestre, mas a ação sucumbe à desvalorização do petróleo, que recua mais de 3% na Nymex eletrônica, para cerca de US$ 60 por barril.

Vale ON e Vale PNA devolvem parte do ganho de ontem, quando encerraram a sessão da Bolsa entre os maiores ganhos do Ibovespa, e recuam 2,58% e 2,81%, respectivamente. Segundo operadores, esse comportamento da ação reflete perfeitamente o quão efêmero foi o efeito do pacote chinês - a China é o maior cliente individual da Vale.

Gol PN e TAM PN também aparecem entre as maiores baixas do índice, na esteira da revisão de projeções para o próximo ano. Em relatório, o UBS destaca que a TAM reduziu de 13%, ante 18%, o crescimento da oferta de assentos em 2009.

Na ponta oposta, Vivo PN lidera as altas do Ibovespa, com +3,91%, após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre. A operadora de telefonia móvel informou alta de 204,7% no lucro líquido do terceiro trimestre, para R$ 129,8 milhões. O resultado foi 23,57% superior aos R$ 105,04 milhões projetados por sete instituições financeiras consultadas pela Agência Estado.

As ações da Eletrobrás, que também divulga balanço hoje após o fechamento do mercado, sobem 1,78% (ON) e 2,44% (PNB). Na média das projeções de Fator Corretora, Morgan Stanley e Merrill Lynch, o lucro líquido da estatal federal deve alcançar R$ 1,511 bilhão no terceiro trimestre, ante prejuízo de R$ 174 milhões em igual intervalo do ano passado.

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