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As commodities estão sendo abatidas pelo agudo sentimento de aversão ao risco e pela percepção de que a desaceleração da demanda será mais forte do que o esperado. Especialistas da Europa consultados pela Agência Estado acreditam que os preços podem cair mais.

"Hoje estamos vendo pânico e aversão", afirmou Andrey Kryuchenkov, estrategista da corretora Sucden. "Os investidores estão tirando dinheiro de todos os lugares, em um movimento sem precedentes." Para ele, o comportamento mostra que "a crise pegou todo mundo, até os emergentes". Nos últimos anos, o consumo acentuado dos países em desenvolvimento, principalmente a China, explicou a onda de valorização que atingiu as commodities. Agora, além da perspectiva de recessão na Europa e nos Estados Unidos, a força dos emergentes começa a ser questionada.

O diretor da GFMS Metals, Neil Buxton, nota que o níquel, por exemplo, já sente a redução da procura na China. "Para onde você olha, vê que a perspectiva de demanda não é positiva." Mas a intensidade do solavanco é explicada pela movimentação dos fundos de investimento. "O petróleo se tornou um ativo financeiro e está passando pelo processo de desalavancagem global", afirmou Olivier Jakob, da corretora suíça Petromatrix. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.