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Comitê da Opep conclui reunião sem recomendação sobre oferta

Viena, 8 set (EFE) - Um comitê assessor interno da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) concluiu esta noite em Viena sua reunião habitual, que antecede a conferência ministerial, sem chegar a um acordo para uma recomendação sobre a decisão que deverá ser adotada amanhã pelos ministros.

EFE |

"Não há recomendação", disse o ministro do Petróleo do Irã, Gholam Hossein Nozari, após o fim da reunião da Subcomissão de Vigilância do Mercado, integrada também pelos titulares do Kuwait e da Nigéria, assim como pelo secretário-geral do cartel.

Questionado sobre a resolução obtida no encontro de duas horas realizado no Secretariado de Viena da organização, Nozari só disse que "amanhã" poderá ser divulgada a decisão, enquanto seu colega nigeriano, Odein Ajumogobia, não fez comentário algum.

Outro que também não quis se pronunciar foi o ministro do Kuwait, Mohammed Abdullah al-Aleem, mas expressou a postura do país antes de iniciar esta reunião preparatória.

Assim, embora tenha considerado que, atualmente, a oferta petrolífera supera a procura, estimou que "não há necessidade de cortar a produção por enquanto".

A Opep realizará amanhã sua 149ª conferência ministerial, uma reunião ordinária que deverá estabelecer o nível da oferta conjunta de petróleo de 12 dos 13 países-membros (todos menos o Iraque) para o próximo trimestre.

O presidente da organização e ministro argelino de Energia, Chakib Khelil, reconheceu que na sessão de amanhã será discutida a possibilidade de que o bombeamento seja interrompido, ao considerar que até o fim do ano haverá um excesso de oferta de entre 0,5 a 1,5 milhão de barris diários (mbd).

No entanto, disse "não saber" se finalmente se optará por uma redução da cota oficial de produção, de 29,67 milhões de barris diários (mbd) ou se manterá, sem mudanças, até a próxima reunião, convocada para 17 de dezembro em Oran (Argélia).

Enquanto isso, fontes ligadas à Opep insinuaram que os sócios da Arábia Saudita, o maior exportador mundial de petróleo, esperam que Riad reduza parte de suas provisões após tê-los aumentado de forma unilateral desde abril, e que poderiam amanhã fazer um pedido por uma maior disciplina no cumprimento da cota fixada. EFE wr/bm/db

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