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Comissário europeu acredita que cúpula do G20 adotará ações concretas

Bruxelas, 11 nov (EFE).- O comissário de Assuntos Econômicos da União Européia (UE), Joaquín Almunia, disse hoje que acredita que a cúpula do G20 sobre a crise financeira global não servirá apenas para adotar princípios, mas para alcançar também um consenso sobre as ações urgentes que devem ser adotadas nos próximos meses.

EFE |

"Espero que no próximo sábado haja um acordo sobre as principais prioridades para melhorar a regulação dos mercados financeiros", disse Almunia, em entrevista coletiva.

Para o comissário, o G20 deve deixar claras as medidas mais urgentes, de modo que, em uma nova cúpula - que a UE propõe que aconteça 100 dias depois da reunião do sábado -, seja possível "continuar olhando para o futuro com novos compromissos, ações e desenvolvimentos".

"A profundidade da crise é tamanha que ninguém pode achar que seja possível resolver em um mês", disse Almunia, que considerou, no entanto, que a "urgência na tomada de algumas decisões" não permite esperar mais.

O comissário europeu destacou a "unidade" com a qual os países europeus irão a Washington, e se mostrou confiante em um resultado positivo da cúpula.

"Acho que todos estamos de acordo sobre os erros do marco regulador em algumas áreas que contribuíram para a situação difícil dos mercados", disse Almunia, que afirmou que também existe um consenso sobre a necessidade de reforçar o papel do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Segundo ele, o G20 deve estabelecer em Washington "princípios para a reorganização do sistema financeiro", mas, ao mesmo tempo, tem que "estabelecer um método para preparar propostas precisas" e "adotar decisões concretas, ou dar um mandato para que sejam tomadas a curto prazo".

Almunia insistiu hoje em que a "crise ainda não terminou" e que podem aparecer "novos problemas no horizonte", como os que há agora em vários países da UE, como Hungria e Letônia.

Por isso, incentivou os Governos europeus a utilizar instrumentos como a política fiscal a fim de minimizar o impacto das turbulências sobre a economia real, mas ressaltou que todas essas ações devem ser "coordenadas", como foram as destinadas aos mercados financeiros.

"Todas as economias européias podem sofrer se um país adotar uma decisão equivocada em política fiscal", advertiu.

O comissário explicou também que Bruxelas está trabalhando nas propostas destinadas a estimular a economia e o emprego, que deve apresentar aos Estados-membros na próxima cúpula européia, em dezembro.

Entre outras idéias, Almunia disse que a Comissão Européia (órgão executivo da UE) aposta em reformas estruturais que "aliviem o desemprego" e que possam aumentar os investimentos através da participação pública, também em escala européia, utilizando instrumentos como o Banco Europeu de Investimentos. EFE mvs/an

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