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Comissária da UE acha possível acordo de Doha neste ano

LONDRES (Reuters) - É possível resolver parte da Rodada de Doha do comércio global até o final do ano, disse na quinta-feira a nova comissária européia do Comércio, Catherine Ashton, nomeada para o cargo em outubro. Ela disse à rádio BBC haver perspectiva de acordo a respeito da redução de barreiras comerciais industriais e agrícolas.

Reuters |

"A questão da rodada é que temos que resolver as modalidades, como chamamos, questões técnicas que podem ser resolvidas até o final do ano. Seria extremamente bom, porque seria um sinal muito positivo."

A Rodada de Doha foi lançada há sete anos, no Catar, com o objetivo de promover a abertura comercial global. Desde então há inúmeros embates entre países ricos e pobres, especialmente a respeito de tarifas e subsídios agrícolas e de tarifas sobre produtos industriais.

Em julho, uma reunião ministerial em Genebra quase chegou a um acordo, mas houve divergências inconciliáveis entre Estados Unidos e Índia.

Líderes do G20, bloco que inclui países desenvolvidos e em desenvolvimento, como França, Grã-Bretanha, Itália, China, Brasil e Índia, reúnem-se no dia 15 em Washington para discutir a crise financeira global.

O chanceler brasileiro, Celso Amorim, disse na quarta-feira à Reuters que a reunião precisa passar uma mensagem forte aos negociadores sobre a necessidade de concluir a Rodada de Doha nas próximas semanas.

Ashton disse ser crucial que os EUA apóiem o processo, mas minimizou o processo de transição de governo nos EUA, onde George W. Bush entregará a presidência a Barack Obama no dia 20 de janeiro.

"Há outras questões que devem ser resolvidas. Então não se trata de um presidente ou de outro, e sim do país (Estados Unidos da América) realmente se envolver e querer concluir o acordo", afirmou ela.

Na terça-feira, o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, anunciou sua candidatura à reeleição e renovou seu apoio pela conclusão da Rodada de Doha.

Lamy argumenta que a conclusão do processo aumentaria a confiança na economia mundial neste momento de crise e afastaria a tentação do protecionismo.

(Reportagem de Peter Griffiths)

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