Bruxelas, 3 fev (EFE).- A comissão parlamentar encarregada de investigar se o Governo belga tentou influir na decisão de um tribunal sobre o chamado caso Fortis terá dificuldades para cumprir sua tarefa, pois é pouco provável que os magistrados envolvidos possam ser interrogados.

A imprensa belga publicou hoje que quatro especialistas encarregados de preparar a investigação parlamentar já redigiram seu relatório, apesar de isso estar previsto para dentro de duas semanas.

Eles concluíram que "será difícil interrogar os magistrados sem se arriscar a que sejam anulados os processos judiciais em andamento".

Caso os juízes não possam depor sobre o papel desempenhado pelo Governo do então primeiro-ministro Yves Leterme, a comissão parlamentar perderia a razão de existir, segundo boa parte dos analistas.

No entanto, o presidente da comissão, o liberal flamengo Bart Tommelein, declarou que "a comissão não é obrigada a seguir o conselho dos especialistas".

A queda, em dezembro, do Executivo liderado por Leterme foi devido às supostas pressões exercidas pelo entorno do premiê sobre alguns juízes que deviam se pronunciar sobre a denúncia de um grupo de acionistas do Fortis que queria ser consultado sobre a separação do grupo e sua venda ao francês BNP Paribas. EFE vl/db

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