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Comissão Européia vê risco na luta contra a pobreza

O comissário europeu para Desenvolvimento e Ajuda Humanitária, Louis Michel, afirmou hoje em discurso ao Comitê de Desenvolvimento do Banco Mundial que a recente turbulência nos mercados pode colocar em sério perigo a luta contra a pobreza e o alcance das Metas de Desenvolvimento do Milênio. No Encontro Anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial, em Washington, Michel acrescentou que a forma pela qual o processo de globalização é dirigida precisa ser reformada.

Agência Estado |

"Isto inclui reformar as instituições de Bretton Woods (acordos assinados em julho de 1944). A crise atual mostra que as estruturas correntes das instituições falharam em controlar as forças da globalização."

O representante da Comissão Européia fez o alerta para que o impacto a crise sobre as finanças públicas nos países desenvolvidos não sirva de desculpa para evitar os compromissos com o aumento dos recursos para as Agências Oficiais de Assistência ao Desenvolvimento. "Todos os dias parecem trazer más notícias e obscurecer os prospectos para o crescimento internacional", observou. O comissário pede que os ministros não fiquem voltados apenas para as preocupações nacionais. "Enfrentamos uma crise global que exige solução global."

Segundo Michel, a credibilidade da comunidade de doadores como um parceiro confiável está em risco. "Isto já é evidente pelo ritmo no qual a ajuda para os mais pobres é aumentada em comparação com a velocidade na qual é mobilizada a ajuda para os mais ricos, e pelas condições políticas às quais são submetidas as ajudas para os mais pobres quando comparadas com a disposição para recompensar erros políticos com enormes quantias de ajuda incondicional", criticou.

O representante da Comissão Européia encorajou o FMI a colocar financiamento adicional disponível "onde necessário" por meio de seus instrumentos e congratulou a recente revisão para a Linha de Choque Exógeno, do FMI, como um passo na direção correta.

Com relação ao Banco Mundial, Michel destacou o "importante papel para ajudar a identificar e dar apoio apropriado a programas e estratégias para minimizar os efeitos negativos dos ajustes nas economias mais vulneráveis, enquanto garante que reformas apropriadas e investimentos para crescimento de longo prazo e desenvolvimento sejam sustentados".

A Comissão Européia considera que os países em desenvolvimento estão sub-representados no Corpo Diretor do Banco Mundial. A situação é especialmente aguda para os países da África Subsaariana. "Diferentemente dos países da América Latina, Ásia, Norte da África e Oriente Médio, que estão bem representados, os países da África Subsaariana têm apenas duas cadeiras para um total de 46 Estados. "Com objetivo de abordar as questões de voz e participação dentro do Banco Mundial, é crucial a necessidade de um assento extra para a África. A África é a região mais sub-representada no banco, ".disse. De fato, hoje, o Conselho de Desenvolvimento garantiu mais um assento para o continente no comitê do Banco Mundial.

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