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Comissão Européia vai apoiar a economia e ser mais flexível com os déficits

A Comissão Européia, pressionada a reagir face as ameaças de recessão, prometeu um plano de apoio ao crescimento, com contornos ainda fluidos, e pretende se mostrar conciliadora ante o aumento previsto dos déficits em nível nacional.

AFP |

"Vamos apresentar no dia 26 de novembro um plano completo de retomada" da economia, declarou o presidente da Comissão, José Manuel Barroso, ao final de uma reunião extraordinária do executivo europeu sobre a crise financeira.

O plano "compreenderá ações de curto prazo" para o crescimento e o emprego, acrescentou Barroso. Não há necessidade de um plano amplo como nos Estados Unidos.

Entre as idéias estudadas, está um reforço des instrumentos do Banco Europeu de Investimento (BEI), que já anunciou em setembro um programa de empréstimos de 30 bilhões de euros em quatro anos para ajudar as pequenas empresas.

Bruxelas pensa, também, em apelar ao Banco Europeu da Reconstrução e do Desenvolvimento (Berd), para acelerar projetos de investimentos como parte da política dita de "coesão" da UE (ajuda a regiões desfavorecidas), assim como em destinar créditos do Fundo Social europeu para ajudar as pessoas desempregadas.

Paralelamente, o comissário europeu da Indústria, Günter Verheugen, apoiou a idéia de empréstimos com taxas reduzidas ao setor automotivo para o desenvolvimento de veículos mais ecológicos.

Os dirigentes europeus haviam pedido há duas semanas à Comissão formular propostas até o final do ano "para sustentar o crescimento e o emprego". Esses anúncios, tímidos, constituem uma primeira etapa.

A Comissão anunciou que "os instrumentos para ajudar o emprego e estimular a demanda estão essencialmente nas mãos dos Estados membros".

O executivo europeu reafirmou que será flexível ante o aumento dos déficits em nível nacional, e fez apelo ao Banco Central europeu para que baixe ainda mais suas taxas de juros.

"Na medida em que as pressões inflacionárias tornarem-se menores, as políticas monetárias e orçamentárias podem contribuir para sustentar a demanda" na Europa, declarou o comissário dos Assuntos econômicos Joaquin Almunia.

Mas preveniu aos países tentados a desobedecer as regras do pacto, que havia linhas definidas sobre a questão.

Sem esperar Bruxelas, a Grã-Bretanha anunciou a vontade de abrir as válvulas do gasto público e de tomar distância do rigor orçamentário para sustentar a atividade.

Já ante as turbulências que abalam a Hungria e poderiam chegar a outros países da Europa Central, a Comissão Européia deseja também dobrar de 12 a 25 bilhões de euros o pacote de ajuda financeira disponível durante a crise para os Estados em dificuldade.

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