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Comissão especial aprova adesão da Venezuela no Mercosul

Por nove votos a quarto, deputados e senadores que integram a representação brasileira no parlamento do Mercosul aprovaram nesta quarta-feira a entrada da Venezuela no bloco econômico do Mercosul.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

A partir de agora, o projeto que autoriza a adesão do país governado por Hugo Chavez no grupo será analisado pela Comissão de Relações Exteriores do Senado. Se receber o aval dos senadores do colegiado, a proposta segue para votação do plenário, que dará a palavra final sobre o assunto.

O projeto enfrentará problemas na Comissão de Relações Exteriores. O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) - favorito para presidir o colegiado - também é contra incluir o país governado por Chavez no grupo econômico. "O atual presidente fala pelo governo com características plenipotenciárias. A alternância no poder deve ser preservada na democracia", alegou.

No último domingo, Chavez conseguiu aprovar um referendo na Venezuela que autoriza reeleições sucessivas ao presidente da República. Hugo Chavez está há dez anos no poder.

A oposição é contra o ingresso na Venezuela do Mercosul, por não considerar o governo daquele país democrático. "Vamos trazer para o nosso seio alguém que luta pela discórdia, faz sanções comerciais apenas naquilo que lhe interessa?", ponderou a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS).

Em contrapartida, o líder do PT, senador Aloízio Mercadante (SP), e o senador Pedro Simon (PMDB-RS) defenderam a proposta. "Se votarmos contra, isso vai atrasar a nossa integração regional. O nosso objetivo não é só trazer a Venezuela, mas firmar parcerias com o pacto andino", disse Simon. "Não vamos excluir, construir uma cultura de guetos. Temos que dar um passo definitivo para a integração regional", defendeu Mercadante.

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