Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Comissão de Orçamento diminui para 3,5% previsão para o crescimento do PIB para 2009

BRASÍLIA ¿ A Comissão Mista do Orçamento (CMO) aprovou nesta quinta-feira o segundo relatório de Reestimativa de Receitas para o Orçamento de 2009. O texto, elaborado pelo deputado Jorge Khoury (DEM-BA), foi criticado por parlamentares da base governista, uma vez que o democrata previu, no relatório, crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,5% e não de 4% como avaliado pelo Executivo na revisão dos parâmetros macroeconômicos.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

Segundo expectativa do líder do governo na CMO, deputado Gilmar Machado (PT-MG), o governo goza de mecanismos para evitar a desaceleração do crescimento como o reajuste do salário mínimo e os programas sociais do governo. Tudo indica que vamos crescer 4%. Temos esses índices, temos as novas medidas econômicas que o governo está trabalhando, como uma nova alíquota do Imposto de Renda. Então temos um cenário positivo, disse Machado.  

Durante a reunião de líderes que debateu sobre a revisão de receita da União, parlamentares de oposição chegaram a defender previsão de crescimento do PIB entre 2,5% e 3%. O governo acusa estes deputados e senadores de tentarem politizar a crise econômica. Não tivemos avaliações pessimistas. Tivemos uma série de avaliações, com várias análises e o nosso entendimento é de que o melhor, agora, é prevê um crescimento de 3,5% do PIB porque a economia está às vésperas de se desacelerar, defende-se Khoury.

A partir da reestimativa aprovada hoje, o relator-geral do Orçamento, senador Delcídio Amaral (PT-MS) definirá os cortes a serem feitos na peça orçamentária de 2009. O corte da receita líquida deverá ficar em R$ 10,6 bilhões.  Com isso, a receita primária líquida estimada para o próximo Orçamento ficou em R$ 659,6 bilhões.

Delcídio ainda pode, entretanto, programar um corte maior na receita líquida porque tem negociado concessões, uma delas seria para a bancada ruralista que quer dobrar a dotação para o programa de garantia dos preços da agricultura, que recebeu R$ 1,52 bilhão, e outra para a bancada da Saúde que pediu uma suplementação orçamentária de R$ 450 milhões.

A prioridade continua sendo cortes em custeio, mas com o cobertor pequeno e para preservar os programas sociais, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), educação e saúde, poderemos sim fazer ajustes em investimento, afirma o relator.

Leia mais sobre: PIB

Leia tudo sobre: pib

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG