A comissão ministerial que avalia formas de explorar o petróleo na camada pré-sal deve adiar mais uma vez o prazo de entrega do relatório. Em rápida entrevista na noite de hoje, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, sugeriu que o Planalto teme que o processo eleitoral contamine o debate.

A entrega do relatório ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava prevista para o próximo dia 6.
A uma pergunta se a disputa eleitoral poderia contaminar a discussão, Dilma respondeu: "Nós não temos nenhum interesse em contaminar esse assunto com eleição, essa é uma observação sua que eu acato". Ela avaliou que é "pertinente" a proposta do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, de adiar a entrega do relatório. "É uma solução complexa", afirmou a ministra. "Queremos colocar à disposição do presidente alternativas consistentes, sólidas, bem elaboradas."
Durante a entrevista, num hotel de Brasília onde participou de uma reunião com gerentes da Caixa Econômica Federal, a ministra tentou demonstrar que o adiamento ainda seria discutido no encontro da comissão ministerial que ocorre nesta quinta-feira no Palácio do Planalto. "Olha, amanhã vamos avaliar se vamos pedir mais um prazo ou não, mas a situação está bem encaminhada", disse.
No encontro com os gerentes da Caixa, Dilma avaliou que os recursos do pré-sal irão encurtar o processo de redução da miséria. "Em vez de dez passos, vamos dar quatro", afirmou. "Sem o pré-sal, a economia do Brasil ia gerar um processo mais lento de redução da pobreza", afirmou. Ainda assim, a ministra disse que serão precisos 15 anos ou 18 anos para garantir melhor qualidade de vida para toda a população.

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