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Comgás e Compagás confirmam que não há falta de gás

A Comgás divulgou nota no início da noite desta quinta-feira informando que a situação de abastecimento de gás natural da Bolívia, fornecido pela Petrobras para a companhia, está normal e que, portanto, o fornecimento aos clientes das distribuidoras continua sem problemas. Gostaríamos de frisar que em qualquer cenário está garantido o abastecimento de gás ao setor residencial e aos serviços essenciais, como hospitais, consta no comunicado da companhia, que garante já ter um plano de contingência junto com a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) para ser colocado em prática caso seja necessário.

Agência Estado |

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A Comgás é uma distribuidora de gás natural canalizado no Estado de São Paulo e atende 177 municípios das regiões metropolitanas de São Paulo e de Campinas, além da Baixada Santista e do Vale do Paraíba.

A Compagás, no Paraná, também divulgou nota em que informa que o abastecimento de gás no Estado está normalizado após os incidentes desta quinta-feira em território boliviano. "A empresa acionou seu plano de contingência e na manhã desta quinta-feira já havia traçado a estratégia de atuação caso fosse necessária uma redução temporária no consumo. Em casos como esses, a prioridade é manter o abastecimento para as residências e comércio", acrescenta comunicado.

Cerâmicas

Apesar da tentativa do governo federal de tranquilizar os consumidores em relação ao problema de abastecimento do gás boliviano, o presidente da Associação Sul Brasileira da Indústria de Cerâmica para Revestimento (Asulcer), Cláudio Ávila da Silva, acredita que a insegurança em relação a um possível desabastecimento permanece. "O fato que gera preocupação é a instabilidade política na Bolívia", afirma o executivo. Para ele, o cenário de tensão no país vizinho se mantém, o que pode levar a novos problemas de abastecimento.

Indústrias

Os problemas relacionados ao fornecimento de gás da Bolívia não causaram danos à indústria brasileira, mas o setor alerta que é preciso retomar o plano de contingência e regulamentar medidas e prioridades. "Agora não há problema maior. O bode foi colocado na sala, mas depois foi retirado", disse o presidente do Conselho de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José de Freitas Mascarenhas. "Neste momento, os nossos estoques são suficientes para suprir as necessidades dentro da expectativa de prazo para a volta do fornecimento", diz a nota oficial da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Mascarenhas, porém, destacou a necessidade de que as discussões a respeito do plano de contingência sejam retomadas. Na avaliação dele, a ausência de um marco legal que torne compulsórias as medidas do plano de contingenciamento é um risco, uma vez que a distribuição do gás é responsabilidade das empresas estaduais. Para o dirigente, é necessário que esse quadro seja revisto. "Caso contrário, a consequência é que governo pode dar uma ordem que não será cumprida. Um Estado pode entender que a prioridade dele não é a ditada pelo governo federal", explicou. Embora alguns setores tenham alternativas, a indústria química e a de vidros, por exemplo, não teriam como atuar, já que utilizam o gás natural como matéria-prima, e não simplesmente para o fornecimento de energia elétrica.

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