SÃO PAULO - A Comgás prevê sacar em maio metade dos 100 milhões de euros liberados em empréstimo pelo Banco Europeu de Investimento (BEI) no mês passado. Já a parcela remanescente deverá ser desembolsada em um ano, embora o contrato dê à distribuidora até três anos para a retirada dos recursos. O financiamento tem prazo de dez anos e apoiará o plano de investimentos em expansão, modernização e reforço da rede de distribuição de rede de gás canalizado até 2012. Só neste ano, os desembolsos previstos pela empresa são de aproximadamente R$ 400 milhões, sendo R$ 80 milhões já realizados entre janeiro e março.

SÃO PAULO - A Comgás prevê sacar em maio metade dos 100 milhões de euros liberados em empréstimo pelo Banco Europeu de Investimento (BEI) no mês passado. Já a parcela remanescente deverá ser desembolsada em um ano, embora o contrato dê à distribuidora até três anos para a retirada dos recursos. O financiamento tem prazo de dez anos e apoiará o plano de investimentos em expansão, modernização e reforço da rede de distribuição de rede de gás canalizado até 2012. Só neste ano, os desembolsos previstos pela empresa são de aproximadamente R$ 400 milhões, sendo R$ 80 milhões já realizados entre janeiro e março. De acordo com o diretor de finanças e relações com investidores da Comgás, Roberto Lage, com o financiamento do BEI, a companhia só voltará a avaliar novas captações para melhora do perfil da dívida a partir de meados do ano que vem. Cabe lembrar que a Comgás tem direito à outra parcela de 100 milhões de euros concedidos pelo banco europeu, mas a liberação desse financiamento ainda depende da celebração de novo contrato. A empresa tem folga para aumentar seu passivo, uma vez que a relação entre a dívida líquida e o patrimônio líquido está em um múltiplo de uma vez, abaixo do limite de 1,6 vezes estipulado pela própria empresa. Para fazer frente aos investimentos, a Comgás tem buscado linhas de financiamento a projetos de infraestrutura e a participação da anglo-holandesa Shell no capital facilita a obtenção dos recursos na Europa. Além disso, a distribuidora recebeu a classificação de grau de investimento pela Moody''''''''s em fevereiro, possibilitando captar a custo mais baixo. Os planos da Comgás preveem uma expansão da rede de gás canalizado a um ritmo anual médio de 500 quilômetros a 550 quilômetros, dentro de uma estratégia de chegar a regiões não atendidas. Desde 2000, a empresa já realizou investimentos de R$ 3,2 bilhões, o que permitiu estender sua rede para 6,37 mil quilômetros. (Eduardo Laguna | Valor)

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