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Comércio vê freio na importação para o fim de ano

A disparada do dólar, que encerrou ontem cotado a R$ 2,31, com alta de 5% em relação ao dia anterior,provocou a paralisação nas novas compras de alimentos e bebidas vindas do exterior para as festas de fim de ano e também nas importações de matérias-primas básicas como o trigo. Novos pedidos estão suspensos.

Agência Estado |

Por enquanto, estamos mantendo as compras só das mercadorias que estão a caminho", afirma Leonardo Chiappetta, sócio-diretor do Empório Chiappetta, empresa tradicional de secos e molhados.

Segundo o empresário, neste momento todo o comércio que trabalha com itens importados está apavorado e esperando para ver o que acontece com a cotação da moeda americana, já que para desembaraçar o produto importado é necessário pagar a fatura seguindo a cotação do dólar do dia.

Nas vendas do atacado, onde são comercializados grandes volumes, Chiappetta elevou entre 5% e 10% os preços dos importados desde o início desta semana. Já nas venda a varejo, os preços não foram corrigidos ainda. A intenção é reajustá-los na medida em que novos lotes vindos do exterior entrem no estoque com preços mais altos. O esforço é para não espantar o consumidor, que já se mostra mais comedido nas compras de itens tidos como supérfluos.

Também com medo melindrar a clientela, a Casa Santa Luzia, outra tradicional revenda de alimentos e bebidas importadas, optou pela cautela. "Estamos aguardando para ver em que nível a cotação do dólar vai se estabilizar", afirma o diretor Comercial da empresa, Jorge Conceição Lopes. Segundo o empresário, os preços serão aumentados se a cotação do dólar atingir a margem de lucro da companhia. Em outras palavras, se a moeda americana alcançar R$ 2,50.

A menos de três meses das festas de fim de ano, Lopes conta que tem nos estoques apenas 40% dos volumes de itens importados que serão vendidos no Natal. O grosso das encomendas deve chegar ao País nos próximos 30 dias e, portanto, estará sujeita às variações do câmbio do dia do desembarque.

"Está tudo parado", afirma um executivo de uma grande trading que importa manufaturados e grãos. Segundo ele, existem comerciantes que cogitam a possibilidade de cancelar parte dos embarques de produtos manufaturados que viriam da China para abastecer o comércio no fim de ano para escapar do risco da oscilação do câmbio. Outra alternativa considerada é pedir prorrogação de prazo de pagamento na expectativa de que o crédito para importação seja restabelecido.

No caso do trigo, alimento básico no qual as importações garantem 55% do abastecimento nacional, o quadro é crítico. "O preço da farinha vai subir entre 10% e 20% este mês", avisa o vice-presidente do Sindicato da Indústria do Trigo no Estado de São Paulo, Christian Saigh. Apesar do preço do grão ter caído 30% em dólar em dois meses, em reais subiu mais de 50% no mesmo período em razão da escalada do câmbio. Sem crédito para importação, o repasse deve ter impacto não só no preço da farinha mas também no do pãozinho. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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