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Comércio exterior despenca na crise

Os números do setor externo divulgados ontem no resultado do Produto Interno Bruto (PIB) confirmaram o que já havia ficado claro nos dados de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. As exportações e importações de bens e serviços tiveram um momento muito ruim no ano passado.

Agência Estado |

Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas para o exterior caíram 10,3% e as compras, 11,4%.

Apesar desse número, o impacto no PIB foi positivo em 0,1 ponto porcentual, isso porque as importações, que são contabilizadas com sinal negativo, caíram mais que as exportações. Desde 2006 que as compras internacionais vinham apresentando um desempenho melhor que as exportações.

De acordo com Fernando Ribeiro, economista da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), a queda de 5,5% na indústria foi o que puxou para baixo a importação de bens intermediários, que, por sua vez, equivale a cerca de 60% de tudo o que vem do exterior.

Pelo índice da Funcex que mede o volume de bens exportados (não considerando os serviços), houve uma queda de 10,7% nas exportações e de 17,4% nas importações. "Sem dúvida, o crescimento no comércio exterior agora vem se acelerando. Este ano será de recuperação", afirmou Fernando Ribeiro.

Para 2010, a previsão da Funcex é de um crescimento de 10%, em valor, nas exportações e de 25% nas importações. No caso das primeiras, preço e quantidade devem aumentar na mesma medida; já as compras serão puxadas sobretudo pelos volumes maiores.

Fabio Silveira, sócio-diretor da RC Consultores, acredita que esses números ficaram no passado. "Estamos vivendo agora um momento raro de potencial de crescimento, com dinâmica interna mais intensa que a externa."
Ele comenta que a recuperação dos países vizinhos, na América Latina, vai ajudar na retomada das exportações; mas os países desenvolvidos continuarão patinando em crescimento.

"O setor externo não vai ter muita chance este ano e no próximo diante do mercado interno, pois lá fora será necessário enfrentar uma forte concorrência com os produtos asiáticos e, além disso, haverá pouca melhora nos desenvolvidos", diz Fabio Silveira. A RC Consultores está trabalhando com exportações 8% maiores em 2010 e importações com alta de 25%. Por essa conta, o saldo da balança fecharia o ano em US$ 5 bilhões.

Os dados do IBGE consideram os volumes de exportações e importações de bens e serviços. No caso dos números do Ministério do Desenvolvimento, são levados em conta os valores dos bens, ou seja: preços e quantidade.

Pelas contas do ministério, no ano passado houve uma queda de 22,71% nas exportações e de 26,21 nas importações. Isso acabou fazendo com que o saldo crescesse pouco: 1,5%. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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