Por Doug Palmer WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos não podem ignorar o comércio enquanto tentam sair da profunda recessão, afirmou no domingo o representante para o Comércio escolhido pelo presidente eleito Barack Obama.

Ex-prefeito de Dallas, Ron Kirk disse à Conferência de Prefeitos dos Estados Unidos que espera ser confirmado pelo Senado para o cargo nas próximas duas ou três semanas, e brincou que já teria sido avisado por sua filha de 19 anos que estava aceitando um cargo impopular.

"Pai, isso é legal, exceto que todo mundo odeia essa administração e todo mundo odeia a OMC (Organização Mundial do Comércio). Por que você faria isso?", contou Kirk.

"E, em poucas palavras, eu respondi a ela: porque é muito importante. Nossa economia é muito importante. Os desafios às nossas comunidades são tão grandes que nós não podemos tirar nada da nossa caixa de ferramentas econômica, incluindo o comércio", revelou Kirk.

Ele não deu detalhes de como Obama, que toma posse na terça-feira, pretende cumprir as promessas de resolver o Acordo de Livre Comércio da América do Norte ou endurecer sua posição em relação às práticas de comércio e câmbio da China, frequentemente acusadas pelos EUA de causar desemprego.

Essas prioridades, somadas às críticas de Obama aos acordos de comércio com a Colômbia e a Coréia do Sul feitas durante a administração Bush, geraram preocupação no exterior de que o novo presidente possa levar os Estados Unidos para uma posição mais protecionista.

Kirk assegurou ter visto a importância da abertura a mercados estrangeiros quando era prefeito de Dallas, entre 1995 e 2001.

"Mas eu também sei que há prefeitos nesta sala que representam comunidades que pensam muito diferente sobre isso, e parte do nosso desafio enquanto avançamos é garantir que tenhamos uma política de comércio que basicamente faça sentido para o público americano", acrescentou Kirk.

Ainda não houve ações do Senado para a nomeação de Kirk, em parte devido a atrasos na entrega de seus documentos para o Comitê de Finanças e também devido a outras prioridades do colegiado na área econômica.

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