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Comércio de SP deve diminuir efetivação de temporários

Menos de 10% dos cerca de 20 mil trabalhadores temporários contratados pelo comércio varejista de São Paulo neste fim de ano serão efetivados em janeiro. É um índice bem inferior ao do início deste ano, de 70%.

Agência Estado |

Normalmente, 20% do temporários são efetivados.

A avaliação é do presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Alencar Burti, confirmada, com números, pelo presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, Ricardo Patah. "O aproveitamento deverá ser bem menor no início de 2009", diz Burti. Ele considera até a possibilidade de haver apenas substituição de trabalhadores, sem crescimento do emprego, em janeiro.

Burti defende a flexibilização das leis trabalhistas para evitar o desemprego, diante dos efeitos da crise de crédito que já afeta a economia real. "A pior coisa é o desemprego", diz ele, argumentando que o aumento da desocupação tem impacto direto no consumo. Ele também defende a ampliação do seguro-desemprego, sem rescisão do contrato de trabalho.

"Pouquíssimas efetivações de temporários deverão ocorrer no começo do ano", diz Patah. Ele pondera, no entanto, que o movimento do comércio no início de 2008 foi excepcional, ao contrário do cenário esperado para 2009, sinalizado pelo movimento em dezembro.

Na primeira quinzena do mês, houve recuo de 1,7% nas consultas para vendas a prazo da ACSP, a primeira variação negativa no ano em relação ao igual período de 2007. Nas consultas para vendas à vista, a queda foi 0,4% nas mesmas bases de comparação. Diante desaceleração, Marcel Solimeo, economista da ACSP, diz que o desempenho do Natal é incerto. "As vendas do Natal podem crescer 1% ou cair 1% em relação a 2007. Se empatar, estará bom." O economista lembra que o Natal de 2007 foi o melhor da década.

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