Comércio Brasil-Argentina deve superar US$ 40 bilhões no ano

Presidente Cristina Kirchner irá visitar o Brasil a partir de sexta-feira; discussões sobre comércio estão na pauta

AE | 26/07/2011 19:25

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Apesar das restrições comerciais entre a Argentina e o Brasil, o comércio bilateral deve passar de US$ 40 bilhões em 2011, superando o recorde dos US$ 30 bilhões verificados no ano passado. As estimativas são do embaixador brasileiro em Buenos Aires, Enio Cordeiro, que se mostrou otimista com a relação entre os dois maiores sócios do Mercosul, mesmo com queixas comerciais de ambos os lados. "Não se pode negar que as barreiras afetam, mas não tem que dramatizar esses problemas do comércio porque, de maneira geral, estes assuntos estão sendo administrados", afirmou aos jornalistas brasileiros na capital portenha, durante entrevista coletiva, hoje.

Às vésperas da chegada da presidente Cristina Kirchner ao Brasil, Cordeiro afirmou que "o clima entre os dois países não poderia ser melhor". Cristina será recebida pela presidente Dilma Rousseff, na sexta-feira, em Brasília, às 11 horas, para uma reunião de trabalho. "O comércio, evidentemente, vai estar na agenda, porque os problemas continuam, mas as presidentes não vão analisar medidas técnicas", disse ele. Segundo o embaixador,Dilma e Cristina vão analisar se os mecanismos aplicados pelos dois países para administrar as restrições impostas de um lado e de outro estão sendo eficientes.

"Na minha avaliação, está funcionando bem porque, de janeiro a junho, o crescimento anual das exportações brasileiras para a Argentina cresceram 35% e da Argentina para o Brasil aumentaram 20%", opinou Cordeiro. O embaixador estimou que o déficit comercial argentino com o Brasil deverá se expandir de US$ 4 bilhões para US$ 6 bilhões nesse ano. Mesmo assim, ele considera que o contexto geral da relação comercial é positivo. "Nos primeiros seis meses do ano, o Brasil exportou US$ 10,5 bilhões para o mercado argentino, enquanto a Argentina embarcou US$ 8 bilhões para o Brasil. Esse é um desempenho comercial que nenhum dos dois tem com nenhum outro país", ressaltou o diplomata.

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