Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), da Comissão Europeia (CE) e do Banco Central Europeu (BCE) começou ontem em Atenas as negociações com o governo grego sobre medidas de ajuda financeira ao país. Essas conversas são consideradas decisivas para saber se a Grécia vai recorrer ao resgate europeu com a colaboração do FMI.

Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), da Comissão Europeia (CE) e do Banco Central Europeu (BCE) começou ontem em Atenas as negociações com o governo grego sobre medidas de ajuda financeira ao país. Essas conversas são consideradas decisivas para saber se a Grécia vai recorrer ao resgate europeu com a colaboração do FMI. Os países da zona do euro ofereceram à Grécia um crédito de 30 bilhões a uma taxa de juros anual de 5% e são esperados entre 10 bilhões e 15 bilhões do FMI a uma taxa de juros menor, tudo para este ano. O governo do primeiro-ministro socialista grego, Yorgos Papandreu, demorou a tomar uma decisão na esperança de que seu país recuperasse a confiança dos mercados e os juros financeiros para sua dívida diminuíssem. Até o fim do ano, devem vencer pelo menos 30 bilhões da dívida grega. Economistas em Atenas calculam que os contatos para determinar as condições dessa ajuda se prolongarão, pelo menos, entre 10 e 15 dias, quando vence o pagamento de 9 bilhões de créditos. O ministro das Finanças grego, Yorgos Papaconstantinou, descartou que a Grécia vá ficar sem assistência para cumprir com o pagamento da dívida em maio. As conversas serão focadas no Plano de Estabilidade e Desenvolvimento da Grécia de três anos, aprovado pelos membros da UE em fevereiro, declarou o Papaconstantinou. O Executivo impôs cortes drásticos dos salários e pensões para o setor público, além de elevar a carga de impostos, com o que espera economizar 4,8 bilhões em 2010 e reduzir o déficit fiscal de 12,7% para 8,7 % do Produto Interno Bruto (PIB) até o fim do ano. Os gregos temem que a ajuda estrangeira esteja condicionada à redução salarial adicional do setor privado e dos funcionários, ao aumento da idade de aposentadoria em dois anos, ao corte do número de empregados públicos e a uma maior flexibilização do mercado de trabalho.

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