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Começam a decolar os investimento em publicidade pelo celular

BRUXELAS* - Apesar de ainda discreta, a publicidade pelo celular já começou a se tornar economicamente mais interessante e os investimentos em seu desenvolvimento estão aumentando. Com a proliferação do uso do celular para acesso a internet em banda larga, surge um grande mercado para o chamado target advertising, que consiste em uma propaganda totalmente personalizada, nesse caso para os usuários de telefone móvel.

Valor Online |

Ainda bem fraca no Brasil, a prática já aguça interesses nos países desenvolvidos, que discutem o modelo de negócios ideal para que se torne rentável. Segundo o vice-presidente de Publicidade e Aplicações da Alcatel-Lucent, Stuart Waite, o investimento em publicidade personalizada pelo celular deve chegar a US$ 1,7 bilhão nos Estados Unidos neste ano, uma alta de importantes 89% em relação a 2007. Para 2012, o valor deverá passar a US$ 6,5 bilhões, de acordo com o executivo, que participou do Broadband World Forum, em Bruxelas.

Apesar de a aposta já ter se tornado investimento, os próprios países desenvolvidos ainda enfrentam desafios tecnológicos e estratégicos para que o negócio decole. Uma das discussões, por exemplo, trata da qualidade da rede das operadoras, para que a publicidade pelo celular possa oferecer a interatividade, tida como essencial para o sucesso da empreitada na avaliação de Basil Badawiyeh, vice-presidente de Estratégia de Produtos sobre Demanda da americana Arris, fabricante de soluções de banda larga.

Por aqui, a chegada do serviço de terceira geração de telefonia móvel (3G) tem grande potencial de alavancar o "target advertising", porém o baixíssimo número de acessos à internet via celular ainda é um entrave. Além do preço alto, o serviço ainda ineficiente e lento acaba afugentando a navegação.

Para o futuro, o que pode atrapalhar os planos dos publicitários brasileiros é a alta concentração dos terminais pré-pagos na base de celulares do país, segundo alertou o sócio da Praesto Convergence, Eric Santos. Isso porque os próprios executivos das operadoras brasileiras já parecem conformados com a participação de 80% dos telefones pré-pagos na base total, apesar dos diversos incentivos dados a quem opta por um plano pós. "Será preciso elaborar uma boa estratégia para trabalhar bem com essa base (pré-pago)", completou o Eric Santos.

(Murillo Camarotto | Valor Online)
*O repórter viajou a covite da Alcatel-Lucent

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