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Começa na Espanha a greve geral contra a reforma trabalhista

Para sindicatos, reforma "barateia" as demissões e não flexibiliza o mercado de trabalho, como afirma o governo de Zapatero

EFE |

Começou à meia-noite (19h de terça-feira em Brasília) a greve geral convocada pelos dois principais sindicatos da Espanha contra a reforma trabalhista impulsionada pelo Governo e as possíveis modificações na previdência. A União Geral de Trabalhadores (UGT) e as Comissões Operárias (CCOO) recorreram à greve geral para mostrar sua oposição à reforma trabalhista aprovada em junho.

A UGT e as CCOO consideram que essa reforma "barateia as demissões" e não flexibiliza o mercado de trabalho, como alega o Governo de José Luis Rodríguez Zapatero, que desde que chegou ao poder em 2004 fez das políticas sociais uma de suas prioridades e sempre manteve uma boa relação com os sindicatos.

Os quase 15,5 milhões de trabalhadores assalariados da Espanha estão convocados para uma greve de 24 horas que será marcada ainda por mais de 110 manifestações durante todo o país. Os sindicatos advertiram ao Governo que a greve geral não acabará com as mobilizações, a menos que Zapatero faça mudanças em suas políticas econômicas e sociais.

Em seu último ato público antes da greve, os secretários-gerais da UGT, Cándido Méndez, e das CCOO, Ignacio Fernández Toxo, se mostraram convencidos de que a greve será eficaz. Méndez destacou que a greve servirá para que os trabalhadores conheçam os efeitos "mortíferos" da reforma trabalhista.

O Executivo deixou claro seu respeito ao direito à greve e destacou que não entrará em uma guerra de números com os sindicatos sobre a adesão ao movimento. O Governo aprovou a nova lei a fim de flexibilizar o mercado de trabalho espanhol e acabar com a grande precariedade de muitos postos de trabalho, embora os sindicatos argumentem que a reforma não criará novos postos de trabalho, mas vai baratear as demissões.

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