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Começa a Cúpula Ásia-Pacífico (Apec) com 21 economias

A Cúpula do Foro Econômico Ásia-Pacífico (Apec) começa neste sábado em Lima, com 21 economias -incluindo China, Estados Unidos e Rússia- dispostas contribuir para solucionar a crise global em sua reunião multilateral de dois dias e a discutir problemas políticos em uma série de encontros bilaterais.

AFP |

Os governantes das 21 economias, que representam mais de 60% do PIB mundial e quase a metade do comércio, estarão atentos à crise financeira global que eclodiu nas últimas semanas e obrigou os governos a efetuarem esforços de recuperação dos países mais desenvolvidos.

Após a reunião da semana passada em Washington dos 7 países mais industrializados do planeta mais a União Européia e 12 países emergentes (G20), agora é a vez da Apec, uma organização informal (suas conclusões são recomendações sem obrigação de cumprimento), mas de grande influência.

Tanto pelas declarações dos líderes como pelas conclusões expressadas na quinta-feira pelos ministros das Relações Exteriores e de Comércio Exterior, a mensagem que a Apec deve dar neste domingo rechaçará qualquer tipo de protecionismo, como o que foi mencionado nas últimas semanas para reverter a crise, e também defenderá o aprofundamento do livre comércio.

A Apec provavelmente fará um apelo para que se impulsione a Rodada Doha, a negociação no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) que está travada desde julho devido à questão dos subsídios agrícolas.

Se ao longo de sua história a Apec teve sempre uma filosofia econômica, não pôde deixar de lado temas políticos como as mudanças climáticas ou o terrorismo, assim como temas conjunturais.

No caso da cúpula de Lima, a reunião de sexta-feira entre o presidente norte-americano, George W. Bush, e seu colega chinês, Hu Jintao, gerou forte expectativa.

Entre os temas abordados estava a crise financeira internacional e a necessidade de se seguir liberalizando o comércio, além dos avanços no processo de desnuclearização da Coréia do Norte.

Mas Bush demonstrou uma faceta inevitável: reconheceu sua nostalgia por estar participando de suas últimas reuniões como chefe de Estado.

Hu Jintao agradeceu na sexta-feira a Bush por reforçar os vínculos com a potência do Pacífico e manifestou sua esperança em relação ao seu sucessor, Barack Obama.

Hu "expressou seu apreço" pelos "avanços nas relações obtidos nos últimos anos", disse à imprensa o porta-voz do Ministério chinês das Relações Exteriores, Liu Jianchao.

"Também manifestou sua esperança de que o próximo governo norte-americano possa reconhecer a importância dos vínculos entre China e EUA, assim como reconhecer a importância que a questão de Taiwan tem nessas relações", acrescentou.

A China considera Taiwan parte de seu território e exige que todas as nações reconheçam apenas Pequim como o governo legítimo.

Hu convidou Bush para retornar à China após o fim do mandato do presidente norte-americano no dia 20 de janeiro para que continue "mantendo uma influência positiva nas relações" entre ambos os países, ressaltou o porta-voz.

As declarações chinesas que acentuaram a questão de Taiwan foram proferidas após a histórica reunião ocorrida na sexta-feira entre o presidente Hu e o ex-vice-presidente taiwanês Lien Chan, o encontro de mais alto nível entre ambas as partes no exterior desde que se separaram em 1949.

Também há grande expectativa sobre a reunião entre Bush e seu colega Medvedev neste sábado em Lima, em um momento de alta tensão entre Estados Unidos e Rússia que não se via desde a época da Guerra Fria.

Os membros da Apec são Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Coréia do Sul, China, Estados Unidos, Filipinas, Hong Kong, Indonésia, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Peru, Rússia, Cingapura, Taiwan, Tailândia e Vietnã.

Cerca de 40.000 policiais fazem parte do forte esquema de segurança mobilizado na cidade, que teve suas principais vias protegidas com cercas, o que tumultuou o trânsito na região.

jlv/dm

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