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Com variações mais modestas, Bovespa sobe 1,85% e dólar recua 2,7%

SÃO PAULO - Superada a euforia dos mercados observada ontem no mundo todo, os investidores trabalham nesta terça-feira com um pouco mais de equilíbrio, considerando notícias que confirmam expectativas, como a decisão do Tesouro dos Estados Unidos de capitalizar bancos em dificuldade, mas que não são suficientes para anular as preocupações com o futuro da economia. A exemplo das bolsas de Nova York, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) está com valorização mais moderada em relação ao pregão de ontem e à abertura dos negócios. Instantes atrás, o indicador mostrava alta de 1,85%, aos 41.

Valor Online |

583 pontos, depois de tocar 43.753 pontos na máxima. O giro financeiro é de R$ 2,951 bilhões até o momento.

O dólar comercial, que apontava queda desde o início das operações, reduziu o movimento da mínima de R$ 2,0410 e é cotado agora a R$ 2,0850 para a compra e R$ 2,0870 para a venda, com declínio de 2,70%. Essa baixa teve pouca alteração após o Banco Central (BC) fazer um leilão de moeda no mercado à vista, perto das 12h.

Para analistas do mercado, o comportamento desta jornada é uma correção em relação ao exagero de ontem e uma retomada de preocupações com a economia real e os efeitos da crise para a atividade dos países.

Hoje o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, e o presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, afirmaram que têm confiança no funcionamento do plano de capitalizar bancos em dificuldades, medida considerada necessária para devolver a confiança ao sistema. O plano se valerá de US$ 250 bilhões do pacote de US$ 700 bilhões aprovados pelo Congresso.

Para Sérgio Machado, gestor da Vetorial Asset, o entusiasmo gerado com as soluções apresentadas ontem pelas grandes economias do mundo foi benéfico para evitar um colapso do sistema financeiro. " Mas a dose do remédio mostra que o paciente estava em estado terminal " , diz.

Segundo ele, os investidores colocam de novo os pés na realidade, sobretudo com a nova temporada de balanços e indicadores que estão por sair após um mês de economia paralisada.

Oswaldo Telles, analista da Tática Asset Management, acredita que depois da forte subida de ontem, muitos investidores têm necessidade de colocar algum ganho no bolso, tanto lá fora como aqui. De qualquer modo, os agentes afirmam que o mercado está pequeno e sem a participação dos investidores individuais, que mais se machucam na volatilidade em bolsa.

No segmento cambial, a avaliação de analistas é de que o Banco Central (BC) manterá esforço para trazer a moeda de volta ao nível de R$ 2. Tal intenção é reforçada pelo fato de a autoridade monetária ter ofertado moeda no mercado à vista mesmo com a divisa operando em baixa frente ao real. O fato de o dólar ter reduzido a tendência de depreciação justificou o novo leilão, que teve taxa de corte de R$ 2,09. A depreciação não se acentuou muito após a operação.

Ontem, quando a moeda caiu 7,30%, o BC não operou com moeda à vista, apenas com oferta de swap cambial. Logo mais, às 13h, será realizado mais um leilão de swap cambial.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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