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Com turbulência, Friboi lucra R$ 700 milhões

A JBS Friboi, maior processadora mundial de carne bovina, registrou ganhos de pelo menos R$ 722 milhões no terceiro trimestre - até o dia 29 de setembro - com os movimentos recentes do mercado financeiro mundial. A informação da companhia, contida em um comunicado enviado ontem ao mercado, vai na direção oposta à de outros grandes exportadores brasileiros, principalmente a Sadia e a Aracruz, que informaram nos últimos dias pesadas perdas relacionadas às fortes oscilações no mercado financeiro.

Agência Estado |

A JBS informou ter registrado no trimestre uma valorização de R$ 422 milhões relativos aos investimentos realizados no exterior. A companhia também informou ter obtido "ajustes diários acumulados positivos superiores a R$ 300 milhões de reais, principalmente oriundos das operações de hedge (proteção) dos recursos disponíveis para as aquisições da National Beef, Smithfield Beef e Five Rivers, anunciadas em 04/03/2008, e ainda pendentes de aprovação pelos órgãos antitruste dos Estados Unidos".

A informação da JBS mostra que as empresas brasileiras com operações internacionais serão afetadas de maneiras diferentes pelas oscilações no mercado, o que deverá ser observado na temporada de divulgação dos balanços do terceiro trimestre, que se aproxima.

A JBS atribuiu o resultado positivo até o momento à política da companhia, que obriga as diversas áreas a "zerarem" suas exposições diárias.

"Como resultado dessa prática, a JBS não reconhece a existência/eficácia do chamado hedge natural em momentos de alta volatilidade, transacionando suas operações diretamente na BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros), não operando em nenhum outro instrumento como compra/venda de opções, operações com duplo indexador e/ou outras", informou a empresa no comunicado.

A Sadia anunciou na quinta-feira ter registrado um prejuízo de R$ 760 milhões, principalmente com operações de futuros e opções cambiais, que extrapolaram a operação comercial. Um dia após o anúncio, as ações da empresa caíram 35% na Bovespa, e seu valor de mercado recuou em US$ 1,35 bilhão.

Já a Aracruz, que também já admitiu ter registrado perdas com essas operações, citou outros instrumentos financeiros e afirmou que ainda avalia o tamanho do prejuízo. Também na sexta-feira, as ações da Aracruz tiveram queda de 16% na Bovespa, como reflexo das perdas.

Segundo fontes, as perdas estão relacionadas a um tipo de produto oferecido por alguns bancos com a possibilidade de ganhos com a taxa de juro interbancário (CDI), mas com uma cláusula relacionada ao câmbio que deixaria a empresa vendida em dólar caso a cotação ultrapassasse determinado preço.

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