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Com Texaco, Grupo Ultra encosta na BR Distribuidora no Sul e Sudeste

SÃO PAULO - Ao anunciar a aquisição dos ativos da Texaco no Brasil, o Grupo Ultra alcançou a Petrobras na liderança do mercado de distribuição de combustíveis das regiões Sul e Sudeste, as maiores do país em termos de volume.

Valor Online |

Com a compra, fechada por R$ 1,16 bilhão, a fatia do Ultra, detentor da marca Ipiranga nessas regiões, passou de 20% para 28%, a mesma participação da BR Distribuidora, líder absoluta até então.

Subsidiária da Petrobras, a BR mantém o primeiro lugar no mercado nacional, com participação de 36%. O Grupo Ultra aparece agora com 23% (contra 14% antes da aquisição), seguido da Shell, que detém 11%.

O Brasil conta hoje com cerca de 36 mil postos de combustíveis, dos quais 11 mil são os chamados de bandeira branca, ou seja, que não utilizam a marca de nenhuma distribuidora.

E é justamente este espaço que o Ultra poderá ocupar com vistas a aumentar sua presença no mercado nacional. Isso porque o grupo descarta novas compras de peso. Segundo o seu presidente, Pedro Wongtschowski, poderá haver pequenas aquisições de empresas regionais. O tamanho que chegamos é adequado para as condições do mercado brasileiro, ponderou o executivo.

Uma das maiores apostas do Ultra ao comprar os ativos da Texaco - em negociação que durou cerca de um ano - era atingir abrangência nacional em seu negócio de distribuição de combustíveis. Com a aquisição, a empresa chegou ao Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde ainda não atuava. Hoje, a Texaco é vice-líder nessas regiões, com 9% do mercado, enquanto que a BR Distribuidora lidera com 53%.

O Ultra vai continuar investindo na marca Texaco, com intenção de elevar sua fatia nesses mercados. Porém, poderá migrar esses postos para a bandeira Ipiranga a partir de abril de 2012, quando acaba o direito da Petrobras sobre a marca.

Também motivou a aquisição o ganho de escala no Sul e no Sudeste. O superintendente da Ipiranga, Leocádio Antunes Filho, disse que a empresa não vê problemas em eventuais sobreposições entre postos vizinhos das bandeiras Texaco e Ipiranga. Se estão lá, é porque há mercado para os dois, completou.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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