Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Com subsídios, Claro ganha clientes e perde margem

SÃO PAULO - A estratégia de aumentar a base de clientes por meio da oferta de subsídios vem dando resultados para a Claro, ao menos no que se propõe. Nos 12 meses encerrados em 30 de junho último, a operadora arrebanhou 6,861 milhões de novos clientes, alcançando o melhor desempenho entre todas as regiões onde sua controladora, a mexicana América Móvil, opera. O desempenho superou inclusive as operações do México, maior mercado do grupo, onde foram conquistados 6,738 milhões de clientes no mesmo intervalo.

Valor Online |

A política adotada, no entanto, tem seu preço. A Claro fechou o segundo trimestre deste ano com margem Ebitda - relação entre geração de caixa e receita líquida - de 22,8%, uma queda de 1,9 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2007. O recuo foi o segundo maior entre as operações do grupo, perdendo apenas para a América Central, cuja margem Ebitda caiu 3,7 pontos percentuais, para 48%.

O presidente da Claro, João Cox, explicou que a queda no indicador, que na prática é a produtividade operacional da empresa, reflete os gastos maiores com subsídios durante o segundo trimestre, período que abriga duas datas de venda importantes: Dia das Mães e Dia dos Namorados. O executivo lembrou ainda que a operadora conquistou 1,931 milhão de novos clientes no segundo trimestre, o dobro do mesmo período do ano passado. Se tivéssemos feito a mesma quantidade (de adições) o Ebitda teria sido muito maior, explicou.

Entre abril e junho, a Claro obteve Ebitda (lucro antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) de R$ 650 milhões, uma alta de 8,15% em relação ao mesmo intervalo de 2007. A receita líquida somou R$ 2,85 bilhões, o que representa um crescimento de 17,2% em igual intervalo de comparação.

A empresa contabilizou ainda R$ 557 milhões na linha de amortizações e depreciações, uma alta de 30,4% em relação ao segundo trimestre de 2007, quando o valor ficou em R$ 427 milhões. O processo de depreciação acelerada dos ativos referentes à tecnologia TDMA, bem como as amortizações relativas ao pagamento das licenças do serviço de terceira geração (3G) foram os principais responsáveis por este movimento.

Com o crescimento da base, a Claro encostou nos calcanhares da TIM na briga pela vice-liderança do mercado doméstico, liderado pela Vivo, com fatia de 30,4%. Ao final do primeiro semestre, a TIM detinha 25,4%, contra 24,9% da Claro, única entre as três maiores a ganhar mercado nos últimos 12 meses.

Cox disse ainda que o forte crescimento do setor de telefonia móvel levou a companhia a elevar os investimentos programados para este ano. Até então, estavam orçados cerca de R$ 3,4 bilhões, sendo R$ 2 bilhões para as operações e R$ 1,4 bilhão para o pagamento das licenças de 3G, arrematadas em dezembro do ano passado. O executivo, no entanto, preferiu não revelar o novo valor, alegando questões concorrenciais.

O presidente da Claro também foi questionado sobre a chegada a portabilidade numérica, serviço pelo qual o cliente poderá trocar de operadora levando consigo o número de seu telefone. Sem demonstrar opinião de forma clara, Cox disse apenas que a lei deve ser cumprida, porém afirmou que a implementação das tecnologias necessárias para viabilizar a migração poderá custar até R$ 1 bilhão para as operadoras.

Pelo cronograma do governo, a portabilidade deverá começar a ser oferecida no mês que vem e será implantada de forma gradual. Cox afirmou que a Claro não teme que a nova regulamentação possa representar a perda de clientes. Que venha a portabilidade, completou o executivo.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Leia tudo sobre: celular

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG