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Com sócio, Livraria Cultura dobra ritmo de expansão

SÃO PAULO - A Livraria Cultura anunciou na sexta-feira um novo sócio: o Capital Mezanino, um fundo de investimento em participações, gerido pela Neo Investimentos, com a consultoria do banco Itaú. O presidente do conselho, Pedro Herz, não revela qual foi o aporte de capital ou a participação acionária do fundo na companhia.

Valor Online |

Informa apenas que a entrada do novo sócio dará fôlego suficiente para a Cultura dobrar seu ritmo de expansão. Hoje a rede tem oito lojas.

" Nós estávamos abrindo uma loja por ano, mas agora vamos abrir duas a cada ano " , diz Herz. Segundo o empresário, o novo fundo terá apenas assento no conselho de administração da livraria, criado este mês, sem participação no dia-a-dia do negócio. Os filhos de Herz, Sergio e Fabio, permanecem ocupando, respectivamente, a diretoria de operações e a diretoria comercial. Além dos três membros da família, o conselho é integrado por Filipe Pontual, do Itaú, Henrique Alvarez, da Neo Investimentos, Felipe Andrade, do banco de investimentos Broadspan Capital, e Ronald Herscovici, do escritório Souza, Cescon Avessidian, Barrier e Flesh Advogados.

Fundada em 1947 pela mãe de Herz, Eva, a Cultura tem hoje 1,3 mil funcionários e faturou R$ 230 milhões, com aumento de 50% sobre a receita de 2007. Com o novo sócio, a meta da livraria é ganhar robustez nos próximos anos visando a abertura de capital. " Eu não tenho conhecimento suficiente para conduzir essa operação (de abertura de capital) e precisava de sócios experientes " , afirma Herz, que negociava a parceria há três anos. " Não precisávamos de sócios, estávamos crescendo com capital próprio, mas agora decidimos acelerar a expansão " , diz ele.

O empresário não descarta uma possível aquisição de livrarias menores ou, até mesmo, a venda da Cultura. " Não estamos fechados a nenhuma negociação mas, no momento, não tenho nenhuma oferta em análise " , afirma. Outra idéia a ser estudada é a abertura de lojas em formatos menores, fora do conceito de megastore. " Odeio o nome ? mega ? " , diz Herz, que tem dois dos principais concorrentes explorando justamente esse formato - Saraiva e Fnac.

(Daniele Madureira | Valor Econômico)

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