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Com queda nas exportações, China dá mostras dos efeitos da crise

SÃO PAULO - Em sinal de que já sofre com os efeitos da crise e os abalos tanto de sua demanda interna quanto da externa, a China registrou a primeira queda nas exportações em sete anos. Em novembro, as exportações chinesas recuaram 2,2%, em comparação com o mesmo período do ano passado, atingindo o montante de US$ 114,99 bilhões.

Valor Online |

O resultado ficou muito abaixo do esperado pelos analistas, que estavam menos pessimistas depois do avanço de 19,2% das vendas externas do país em outubro, na mesma base comparativa.

As importações também evidenciaram que a crise já afeta a economia do país. A queda registrada em novembro foi de 17,9%, frente a 2007. Em outubro, a China já tinha registrado um crescimento menor das importações (15,6%).

Essa situação preocupa, pois mostra que o país deve continuar em com uma menor atividade no comércio exterior nos próximos meses, já que grande parte do que a China compra é utilizada para fabricar seus produtos de exportação.

Considerada o grande motor da economia global, a China já vinha apresentando resultados abaixo do esperado nos últimos meses. O PIB do país cresceu 9% no terceiro trimestre, o menor avanço em cinco anos. A queda dos indicadores de inflação e dos investimentos diretos estrangeiros também evidenciam um esfriamento da economia chinesa.

Para estimular a atividade da China, o governo do país já tomou algumas medidas, como o recém anunciado pacote de 4 trilhões de yuan (cerca de US$ 581 bilhões) para incentivar os investimentos em infra-estrutura. Além disso, o Banco do Povo da China tem realizado cortes na taxa básica de juro do país. Em novembro, na última decisão da autoridade monetária do país, a redução foi de mais de 1 ponto percentual e a taxa ficou em 5,58% ao ano.

(Vanessa Dezem | Valor Online com agências internacionais)

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