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Com pré-sal, Brasil se torna mercado disputado para fornecedores

Por Stuart Grudgings RIO DE JANEIRO (Reuters) - A recente descoberta de grandes reservas de petróleo na costa tornou o Brasil um dos mercados de energia mais disputados do mundo, com empresas oferecendo desde softwares para poços a hotéis flutuantes para trabalhadores das plataforma.

Reuters |

Mais de 35 mil pessoas participam esta semana da conferência Rio Oil & Gas, a primeira desde que a Petrobras surpreendeu o mercado petrolífero em novembro com o anúncio da segunda maior descoberta na área em 20 anos.

Enquanto os mercados financeiros ao redor do mundo desmoronam, os executivos presentes no Rio se ocupam em fechar acordos, entusiasmados com a perspectiva de trabalhar com a Petrobras para explorar o petróleo da camada pré-sal, operação que pode custar até 600 bilhões de dólares.

'Estar com a Petrobras é um pouco como participar da primeira corrida do ouro nos EUA', disse Mark Grills, um engenheiro de software da empresa britânica QuickWells, cujo produto ajuda engenheiros a planejar a complexa estrutura interna dos poços.

'É como se descobríssemos o petróleo novamente.'

Analistas estimam que as reservas do pré-sal podem conter mais de 80 bilhões de barris, elevando o Brasil a um dos dez maiores produtores mundiais de petróleo.

Os executivos afirmam estar claro que a Petrobras está comprometida a gastar muito nos próximos anos para atingir o objetivo de mais de um milhão de barris por dia na camada pré-sal até 2017.

Alisdair Harrison disse que sua empresa de embarcações, a britânica Trident Marine Services, opera no Brasil há somente três semanas mas já tem uma parceria com uma empresa local de componentes eletrônicos marinhos. Também mantém conversas para ajudar a construir três plataformas, nove navios e um hotel flutuante para os trabalhadores.

'A velocidade é estonteante', disse ele. 'A Petrobras está superestimando, eles não vão atingir suas metas, há uma escassez global de equipamentos. Mas foi estabelecido um limite e eles estão negociando agora.'

O desafio tecnológico de trabalhar em grandes profundidades acelera a inovação em empresas que buscam um papel na bonança do pré-sal. A empresa FMC Technologies, sediada em Houston, está tendo que aumentar a resistência à pressão da água e as propriedades anticorrosivas de seus equipamentos para águas profundas.

Ela vê a demanda resultante do pré-sal dobrando sua produção de 'árvores de Natal' --partes do poço que se assentam no solo marítimo-- de 70 a 80 agora para 250 por ano.

'É preciso ter uma cadeia de fornecimento bem preparada para lidar com esta demanda. Precisamos de mais empresas apoiando a indústria petroleira', disse José Mouro, diretor de vendas da FMC no Brasil.

A italiana Prysmian está desenvolvendo cabos para uso a 3 mil metros de profundidade, mais do que o limite atual de 2 mil metros. A empresa anunciou um contrato de 135 milhões de dólares com a Petrobras esta semana, além de planos de investir 110 milhões em uma nova fábrica no Brasil.

'Se metade do que ouvimos acontecer, vamos precisar de mais uma fábrica, vamos ter que aumentar nossa capacidade', disse Darcio Rossi Jr, gerente da unidade brasileira da Prysmian.

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