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Com potencial, energia na AL esbarra em intervenção e falta de estrutura

Munique (Alemanha), 31 out (EFE).- O mercado latino-americano tem grande potencial de investimento para empresas estrangeiras em energias renováveis, reservas de fontes de energia convencionais e eficiência energética, mas esbarra em deficiências na infra-estrutura e, em alguns casos, no intervencionismo estatal.

EFE |

Essas foram as principais conclusões do segundo e último dia do congresso anual da Associação Empresarial para a América Latina (LAV), que agrupa empresas alemãs com interesses na região, segundo seu presidente, Bodo Liesenfeld.

O primeiro desses obstáculos, porém, também significa, para Liesenfeld, justamente uma oportunidade para as empresas alemãs que queiram investir na região e trabalhar no desenvolvimento desta infra-estrutura.

O diretor de Prospecção e Produção do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Jonas Fonseca, falou, em sua exposição, das novas jazidas petrolíferas no litoral brasileiro, cuja exploração, no entanto, está difícil pelo alto custo que implicam.

A decisão sobre a exploração dessas jazidas, segundo Fonseca, só se tomará após uma série de estudos prospectivos.

O primeiro-ministro de Trinidad e Tobago, Patrick Manning, ressaltou que, apesar de seu país ser um dos principais produtores de gás e petróleo da região, é necessário desenvolver outras fontes de energia.

"Em primeiro lugar, a energia fóssil é finita. Mas, além disso, temos o problema do aquecimento global que nos obriga a reduzir o efeito estufa se quisermos salvar a humanidade do apocalipse", disse Manning em seu discurso.

Isso, segundo Manning, faz com que seja urgente o desenvolvimento de novas tecnologias que provavelmente já estariam disponíveis se o mundo não se tivesse concentrado tanto nas energias convencionais.

"Com a tecnologia verde, o mundo viverá a terceira revolução industrial com conseqüências positivas para o meio ambiente em todo o globo terráqueo", disse o governante.

O diretor de Novos Negócios da Interconexão Elétrica S.A. (ISA), Andrés Restrepo, por sua vez, fez um resumo da história de como essa empresa passou de ser uma firma local colombiana para se apresentar em boa parte da região como distribuidora de energia elétrica, com tem redes no Brasil, Peru e Colômbia.

Além disso, tem uma interconexão entre Colômbia e Equador e atualmente trabalha em um projeto de interconexão entre Colômbia e Panamá e participa ainda no projeto Siepac, que tem como objetivo a interconexão da América Central desde o sul do México até o Panamá.

EFE rz/jp

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