Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Com novo trabalho, funcionários fazem planos

Milhares de rio-grandinos, e também de forasteiros que se mudaram para o Sul, concordam que o Polo Naval está operando uma transformação no sul do Rio Grande do Sul, da qual eles fazem parte. Há quem veja no projeto um desafio profissional a ser vencido, há quem veja uma oportunidade de negócios ou de emprego e há quem, tendo conquistado trabalho, sonhe com a primeira casa própria, o carro ou a faculdade.

AE |

Milhares de rio-grandinos, e também de forasteiros que se mudaram para o Sul, concordam que o Polo Naval está operando uma transformação no sul do Rio Grande do Sul, da qual eles fazem parte. Há quem veja no projeto um desafio profissional a ser vencido, há quem veja uma oportunidade de negócios ou de emprego e há quem, tendo conquistado trabalho, sonhe com a primeira casa própria, o carro ou a faculdade. O administrador de empresas sergipano Kleber Cabral, 56 anos, foi dos primeiros a chegar ao Rio Grande, ainda em 2006, quando a Quip começava a montar a Plataforma P53. À época não havia grande dificuldade para conseguir moradia e a adaptação foi fácil. "Era um desafio fazer algo pioneiro dentro da empresa e desenvolver uma atividade onde não havia mão de obra especializada", recorda, satisfeito com os resultados obtidos. Cabral diz que a cidade do Rio Grande tem o perfil sossegado que ele gosta, uma praia "espetacular" e está próxima de Punta Del Este e Montevidéu, no Uruguai, para onde viajou com a família, que mora no Rio de Janeiro, recentemente. O soldador Guilherme dos Santos, 34 anos, deixou Angra dos Reis (RJ) e conseguiu emprego no Rio Grande. Está morando num alojamento para trabalhadores e logo que puder vai buscar a mulher e os dois filhos pequenos. O polo também atraiu gaúchos de outras cidades, como Ressier Vellar, 29 anos, de Pedro Osório. Ele fez curso técnico de manutenção eletromecânica em Pelotas e agora é operador de uma máquina de corte de aço na metalúrgica Profab. "Na minha cidade não existe indústria; aqui encontrei um emprego e posso crescer", afirma, revelando que seu próximo sonho é ingressar num curso superior de engenharia mecânica. Projetos. Na mesma Profab, a soldadora Tatiana Castro, 35 anos, casada, dois filhos, nascida no Rio Grande, tem projetos semelhantes. Ela pagou curso no Senai com o salário que ganhava como cozinheira. Admitida há cinco meses como ajudante, passou a treinar e assumiu a função que desejava há três meses. "Agora quero criar condições para cursar psicologia e também colocar meu filho na faculdade", confidencia. A nova onda econômica apressou investimentos em infraestrutura, expôs deficiências e aguçou expectativas. A prefeitura de Rio Grande acredita que a população vai crescer 50%, para 300 mil habitantes, o orçamento vai dobrar, para R$ 500 milhões por ano, assim como a frota de automóveis, que chegará a 150 mil unidades até 2015.
Leia tudo sobre: iG

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG