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Com juros mais altos, passe longe dos bancos

Fugir dos bancos é a recomendação de economistas e especialistas em finanças para micro e pequenos empreendedores que buscam alternativas de crédito no momento em que a taxa básica de juros, a Selic, saltou para 13% ao ano. Isso porque os micro e pequenos empreendedores são mais vulneráveis aos aumentos de juros, já que, pelo próprio porte de suas empresas, têm menor poder de negociação.

Agência Estado |

As micro e pequenas são aquelas cujo faturamento anual não ultrapassa R$ 2,4 milhões.

Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac), diz que, antes de recorrer às instituições financeiras, os micro e pequenos devem negociar crédito com clientes ou fornecedores. Para ele, antecipar o recebimento de um valor mediante a oferta de um desconto ou prorrogar um pagamento, por acordo, pode ser um bom recurso para obter o dinheiro necessário. "Se o empresário conseguir taxas menores que as bancárias, já ganhou."

Oliveira alerta também para a importância de a produção estar adequada ao volume de vendas. Para o economista, no caso de uma indústria, a produção nunca deve ser maior que o volume de vendas. O mesmo vale para o estoque no caso do comércio. "Isso evita despesas desnecessárias com matéria-prima ou com compras para revenda", diz o economista.

Francisco Faria, economista da LCA, ressalta a importância de micros e pequenos empresários programarem seus gastos ao longo do ano e, caso a ida ao banco seja inevitável, procurar as instituições e propor o que ele chama de "leilão inverso". "A instituição que oferecer as menores taxas fica com as contas da empresa", afirma.

Segundo levantamento da Anefac, com o aumento da Selic de 12,25% para 13%, anunciado anteontem pelo Banco Central, o índice médio mensal de juros deve passar de 4,21% a 4,27%, consideradas as principais linhas de crédito oferecidas: capital de giro, desconto de duplicatas, descontos de cheques e conta garantida, um cheque especial para pessoa jurídica.

Regina Hennies é dona de uma livraria na Capital. É comum ela negociar com fornecedores. "Está mais fácil negociar com eles, e costumo conceder descontos a clientes mais antigos, mas mesmo assim ainda preciso recorrer a bancos para capital de giro."

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