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Com juros altos, fundos DI são opção para investidores

Sai a caderneta de poupança e entram os fundos DI. Com a alta da Selic (a taxa básica de juros da economia), que subiu para 13% ao ano na semana passada, as aplicações atreladas aos Certificados de Depósitos Interbancários (CDIs) tornaram-se ainda mais atraentes para o investidor.

Agência Estado |

Quem tem dinheiro para aplicar pode obter uma boa rentabilidade com os fundos, em um cenário de alta de juros.

Apesar de tornar mais caros os juros cobrados em financiamentos, a Selic favorece algumas aplicações financeiras. Esse é o caso dos fundos DI e dos Certificados de Depósitos Bancários (CDBs). Quando os juros sobem, essas aplicações saem ganhando.

"Em um cenário de baixa da Selic, a caderneta de poupança estava rendendo mais do que alguns fundos", explica o economista Liao Yu Chieh, do Ibmec São Paulo. "Agora, com os juros subindo, os fundos se tornaram interessantes."

Nos últimos meses, a variação do CDI vêm superando a da poupança. Com a baixa do Ibovespa - índice de mede a variação das principais ações da Bolsa de Valores -, o CDI tornou-se ainda mais atraente (veja quadro ao lado).

O economista Euridson de Sá Júnior, da Profins Business School, lembra que os fundos DI cobram taxas de administração de até 5% ao ano, que acabam reduzindo o retorno. "É por isso que, no ano passado, alguns investidores estavam preferindo a poupança, que não tem taxa de administração", diz Sá Junior. "Mas com a Selic em 13%, o fundo DI passa a ser mais rentável."

Para obter o melhor retorno, o professor Luiz Antônio Fernandes da Silva, das Faculdades Integradas Rio Branco, aconselha o investidor a buscar os fundos com as menores taxas de administração. "De preferência com taxas de até 2% ao ano."

O consultor comercial Carlos Alberto Correia de Lima já investiu em fundos de renda fixa ligados ao DI. "Eu mantinha uma carteira de R$ 250 mil com investimentos em previdência privada, fundos DI, fundos de ações e ações", revela. "Saquei o dinheiro para adquirir um imóvel, mas assim que vender um apartamento que tenho, quero refazer a carteira."

Lima planeja voltar a investir em fundos DI. "É um investimento mais seguro. E agora pode até estar ficando mais interessante que a poupança."

A caderneta de poupança, lembra Silva, é indicada para quem deseja ter mais segurança e liquidez. "Se a pessoa vai sacar o dinheiro em poucos meses ou utilizá-lo em emergências, é melhor continuar aplicando na poupança", ressalta.

O economista Pedro Raffy Vartanian, da Trevisan Escola de Negócios, indica a poupança apenas para quem tem pouco dinheiro. "O pequeno investidor, que vai deixar o dinheiro aplicado por apenas seis meses, por exemplo, pode deixá-lo na poupança", diz. "Mas quem vai deixar o dinheiro parado por mais tempo deve procurar o DI."

CDBs

Uma alternativa aos fundos são os CDBs, que não cobram taxas de administração e também estão atrelados à variação do CDI. Além disso, os CDBs possuem vantagens tributárias. "Nos fundos, existe o efeito come-cotas. A cada seis meses, existe a tributação do Imposto de Renda, que reduz a rentabilidade do dinheiro", explica Sá Junior. O imposto cobrado semestralmente obedece a uma tabela regressiva. Aplicações com até seis meses pagam 22,5% sobre o lucro líquido. Quem deixa o dinheiro no fundo por mais de dois anos paga 15%.

No CDB, porém, o Imposto de Renda é cobrado apenas no final, quando o investidor saca o dinheiro. "Isso evita as perdas do come-cotas, já que o dinheiro fica rendendo", diz Sá Junior.

Oferecidos pelos principais bancos do varejo, os CDBs - que são títulos bancários - podem ser comprados diretamente nas agências. "Há CDBs que oferecem uma rentabilidade equivalente a 80% do CDI. Se conseguir isso, o cliente já vai obter um bom retorno", diz Vartanian.

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