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Com itens extraordinários, Perdigão tem prejuízo de R$ 881,8 milhões no 2º trimestre

SÃO PAULO - A Perdigão encerrou o segundo trimestre deste ano com prejuízo líquido de R$ 881,8 milhões, contra um lucro de R$ 70,8 milhões obtido no mesmo período de 2007. O reconhecimento do ágio referente à aquisição da Batávia, no valor de R$ 1,485 bilhão, foi o grande responsável pelo resultado, também influenciado por um benefício fiscal de R$ 501,3 milhões relativo a compras de participação no controle da Batávia e no segmento de margarinas. Posto isso, a companhia contabilizou um impacto negativo extraordinário de R$ 984,3 milhões em seu balanço do segundo trimestre.

Valor Online |

Não fossem esses itens, a Perdigão informou que teria embolsado um lucro líquido de R$ 102,5 milhões no trimestre, que representaria uma alta de 44,7% sobre igual período do exercício anterior.

No quesito operacional, a empresa sofreu com os preços mais altos de matérias-primas como milho, farelo de soja e leite. A Perdigão também gastou mais com embalagens e fretes, cujos preços acompanham o barril de petróleo. Dessa forma, o custo dos produtos vendidos mostrou alta de 97,4%, para R$ 2,208 bilhões, superando o avanço de 85,2% registrado pela receita líquida, que ficou em R$ 2,83 bilhões.

Já as despesas operacionais foram mantidas sob controle. Somaram R$ 489,9 milhões no segundo trimestre, alta de 53,5% sobre o mesmo período do ano passado. O valor dessas despesas representou 17,3% da receita líquida total, contra 20,8% do exercício anterior.

Dessa forma, a Perdigão contabilizou R$ 233,2 milhões em sua geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, amortizações e depreciações), um salto de 40,3% sobre o segundo trimestre de 2007. No entanto, a margem Ebitda, relação entre geração de caixa e receita líquida, caiu de 10,8% para 8,2%.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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